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Começou julgamento de jornalistas turcos acusados de cumplicidade com terrorismo

Logótipo de O Jogo O Jogo 24/07/2017 Administrator

Dezanove jornalistas e funcionários de um jornal da oposição turca começaram hoje a ser julgados em Istambul sob a acusação de apoio a organizações terroristas, num caso que fez aumentar as preocupações com os direitos e liberdades no país.

Os 19 acusados incluem o editor chefe do diário "Cumhuriyet", Murat Sabuncu, o jornalista de investigação Ahmet Sik, o comentador Kadri Gursel e o cartunista Musa Kart, que são acusados de patrocinar várias organizações ilegais, entre as quais militantes curdos e o movimento do clérigo Fethullah Gülen, que Ancara acusa de ter instigado o fracassado golpe de Estado militar de julho de 2016.

Doze dos 19 réus estão presos e cinco aguardam em liberdade o resultado do julgamento.

Dois dos suspeitos, incluindo o antigo chefe da redação do "Cumhuriyet", Can Dündar, são julgados à revelia. Dündar está exilado na Alemanha.

Alguns dos indiciados foram detidos há nove meses e, caso sejam declarados culpados, enfrentam penas de até 43 anos de prisão.

O encarceramento dos jornalistas, dirigentes e outros colaboradores do jornal turco fez parte de uma repressão generalizada do Governo do país, na sequência do golpe militar fracassado do ano passado que levou à detenção de mais de 50.000 pessoas, incluindo jornalistas, deputados da oposição e ativistas.

Inicialmente estas medidas visavam apenas as pessoas suspeitas de golpismo, mas expandiram-se a todos os opositores do Presidente Tayyip Recep Erdogan.

Desde 2016, foram presos cerca de 160 jornalistas, acusados de ligações ao terrorismo e cerca de 150 meios de comunicação entre os quais rádios, jornais e revistas, encerraram, deixando milhares sem emprego.

De 180 países, a Turquia ocupa o lugar 155 no Índice Mundial de Liberdade de Imprensa deste ano.

O Governo de Ancara insiste que os jornalistas foram presos devido a atividades criminosas.

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