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Comissão Eleitoral confirma repetição das Presidenciais para quinta-feira no Quénia

Logótipo de O Jogo O Jogo 25/10/2017 Administrator

A Comissão eleitoral queniana confirmou para quinta-feira a repetição das eleições presidenciais no Quénia, adensando as dúvidas quanto à realização da votação, boicotada pela oposição, que exige o adiamento devido à ausência de condições para as tornar credíveis.

A decisão foi anunciada através do Twitter pela Comissão Eleitoral e surgiu pouco depois de um juiz da própria entidade ter indicado que a nomeação dos elementos das mesas de voto é "ilegal", o que está a lançar ainda mais dúvidas quanto à realização das presidenciais.

Segundo o juiz, George Odunga, a Comissão Eleitoral não cumpriu os requisitos da lei quando nomeou os comissários e agentes eleitorais, os mesmos que estiveram na origem da anulação das presidenciais de 08 de agosto pelo Supremo Tribunal de Justiça (STJ) queniano, que deu como provadas as acusações de irregularidades cometidas na transmissão dos dados oficiais da votação.

Para adensar mais a situação, a polícia queniana proibiu as manifestações da oposição, previstas para hoje e para o próprio dia da votação, convocadas pelo candidato oposicionista, Raila Odinga, como forma de protesto contra a inexistência de reformas na Comissão Eleitoral.

Odinga, que se retirou da corrida eleitoral no dia 10, exige reformas na Comissão eleitoral para retomar a sua participação na votação.

O comandante da polícia de Nairobi, Japheth Koome, disse não haver autorização para uma manifestação prevista para hoje de manhã na capital do Quénia, onde Odinga deveria dirigir-se aos seus apoiantes

Por outro lado, o próprio presidente da Comissão Eleitoral afirmou segunda-feira que não poderá dar garantias de credibilidade à votação, pouco depois de um dos comissários da instituição que organiza as presidenciais ter apresentado a demissão e fugido do país por temer pela sua segurança e a dos respetivos familiares.

O presidente cessante, Uhuru Kenyatta, que vencera as eleições de 08 de agosto, posteriormente anuladas pelo STJ, tem afirmado repetidamente que a votação de quinta-feira vai realizar-se com ou sem a participação de Odinga.

Também hoje de manhã, o STJ queniano declarou-se incapaz de analisar e decidir uma petição de última hora para adiar as eleições, argumentando não dispor de quórum de juízes.

Um dos principais juízes do STJ queniano, David Maraga, compareceu hoje de manhã sozinho nas instalações da instituição e indicou que só ele e mais um outro magistrado, que chegaria mais tarde, compareceriam no tribunal para analisar a petição.

A petição foi apresentada por três cidadãos quenianos, entre eles um ativista dos direitos humanos, sendo solicitado o adiamento da repetição das presidenciais com o argumento de que não existem garantias para assegurar uma votação livre, justa e credível.

Mais de 20 milhões de quenianos estão inscritos para a votação.

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