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Comissão Eleitoral do Quénia nega ingerências no seu sistema informático

Logótipo de O Jogo O Jogo 09/08/2017 Administrator

A Comissão Eleitoral do Quénia garantiu hoje que o seu sistema informático não sofreu qualquer interferência externa "antes, durante ou depois" das eleições gerais realizadas na terça-feira.

Ezra Chiloba, responsável da Comissão, afirmou que os sistemas de transmissão de resultados e de contagem de votos "são seguros", em resposta a acusações do líder da oposição, Raila Odinga, que hoje de manhã denunciou um "ato de pirataria" da base de dados eleitoral para manipular os resultados.

Segundo Odinga, piratas informáticos acederam ao sistema de contagem de votos com a identidade do diretor de telecomunicações da Comissão, Chris Msando, assassinado há dez dias, e carregaram um algoritmo que dava uma constante vantagem de 11 pontos percentuais ao seu adversário, o Presidente, Uhuru Kenyatta.

Os documentos apresentados por Odinga continham tentativas falhadas de acesso ao sistema com o nome de utilizador e palavra passe de Msando e com os do presidente da Comissão, Wafula Chebukati.

Sobre isso, Chiloba assegurou que nunca "se revelou qualquer palavra passe a ninguém" e explicou que a instituição está a colaborar com agentes de diferentes partidos políticos do Quénia para conferir os resultados provisórios com as atas das assembleias de voto e pediu paciência aos eleitores.

Até agora, a Comissão Eleitoral recebeu cerca de 29.000 das 40.883 atas das assembleias de voto.

Pelo menos quatro pessoas morreram hoje no país em dois incidentes separados, depois de Odinga ter rejeitado os resultados provisórios das presidenciais que dão vantagem ao Presidente cessante por uma ampla margem.

Um dia após o escrutínio, a polícia disparou granadas de gás lacrimogéneo sobre centenas de manifestantes concentrados em bastiões da oposição onde habitualmente ocorre este tipo de distúrbios em período eleitoral, nomeadamente em Kisumu (oeste).

Mas no bairro da lata de Mathare, em Nairobi, a polícia disparou também balas reais, matando duas pessoas.

O chefe da polícia da capital assegurou que eles tinham tentado atacar polícias "com machetes".

Uma fonte policial que pediu o anonimato disse que eles faziam parte de um grupo que de manifestantes no qual se encontravam carteiristas a aproveitar-se do caos.

No condado de Tana River, no sudeste do Quénia, homens armados com facas atacaram uma assembleia de voto onde a contagem estava ainda em curso. Dois deles foram mortos pela polícia.

"Ainda não encontrámos o móbil", declarou Larry Kieng, chefe regional da polícia, inquirido sobre um possível ataque de islamitas somalis da Al-Shebab, muito ativos na zona.

A Comissão Eleitoral divulgou ao fim do dia de hoje os resultados transmitidos eletronicamente por mais de 96% das assembleias de voto, que atribuem ao Presidente cessante, Uhuru Kenyatta, 54,32% dos votos, contra 44,80% para Raila Odinga, num total de 14,7 milhões de votos contabilizados.

Falta agora à Comissão concluir o processo de validação destes resultados provisórios conferindo-os com as atas das assembleias de voto.

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