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Comissão Eleitoral queniana anuncia resultados das polémicas presidenciais às 12:30

Logótipo de O Jogo O Jogo 30/10/2017 Administrator

A Comissão Eleitoral queniana vai anunciar às 15:30 locais (12:30 em Lisboa) os resultados da repetição das eleições presidenciais de quinta-feira no Quénia, boicotadas pela oposição, disse hoje fonte daquela entidade.

Segundo a vice-presidente da Comissão Eleitoral, Consolata Nkatha, os resultados finais, porém, não vão incluir os números de quatro condados no oeste do país, onde a votação não ocorreu devido ao boicote oposicionista.

"Os resultados das eleições não serão afetados pela falta de voto nas zonas onde o escrutínio foi adiado", afirmou.

Ao que tudo indica, está garantida a vitória do presidente cessante, Uhuru Kenyatta, 56 anos, cuja reeleição nas presidenciais de 08 de agosto fora anulada a 01 de setembro por decisão do Supremo Tribunal de Justiça (STJ) queniano.

A Comissão Eleitoral precisou ter contabilizado e verificado os resultados de 266 circunscrições onde decorreu a votação, considerando que o resultado global do país "não pode ser posto em causa", mesmo que venha a ocorrer nos quatro dos 47 condados do oeste do país.

A esmagadora maioria das assembleias de voto dos quatro condados do oeste (Homa Bay, Kisumu, Migori e Siava, bastiões da oposição) não abriu as portas devido à situação que se tornou caótica na sequência dos confrontos graves entre as forças de segurança e grande parte das populações locais.

A votação foi boicotada em 25 das 291 circunscrições nacionais, o que representa cerca de 9% do eleitorado de todo o país.

O boicote acabaria repetido sábado, dia em que a Comissão Eleitoral tentou organizar a votação nas circunscrições em falta.

O líder da oposição, Raila Odinga, 72 anos e três vezes candidato derrotado às presidenciais quenianas (1997, 2007 e 2013), boicotou a repetição da votação de quinta-feira por não terem sido concretizadas reformas na Comissão Eleitoral, responsabilizada pelo STJ pelas ilegalidades e irregularidades que estiveram na origem da anulação do escrutínio de 08 de agosto.

Desconhece-se ainda se e quando Odinga irá comentar o anúncio dos resultados.

Mergulhado na incerteza, o Quénia conheceu nos últimos dias atos de violência em todo o país que, segundo balanços oficiosos, causaram nove mortes, maioritariamente na região oeste do país e nos arredores da capital, Nairobi.

Já no período pós-eleitoral de 08 de agosto, a violência também assolou o país, provocando pelo menos 49 mortos e dezenas de feridos, na maioria devido à repressão policial.

A repressão da polícia foi, por outro lado, criticada hoje pela Amnistia Internacional (AI), que, num comunicado, condenou a "brutalidade" com que atuou contra apoiantes da oposição a seguir à votação de quinta-feira, sobretudo em Nairobi e em Kisumu, a terceira maior cidade do país.

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