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Como se explica a mudança drástica da nota de Rui Costa

Logótipo de O Jogo O Jogo 23/06/2017 Alcides Freire
. © Fornecido por O jogo .

Quando Ferreira Nunes chegou à liderança do CA, o regulamento aprovado na FPF previa que os clubes podiam reclamar das avaliações dos árbitros. Não era suposto, porém, que quem reclamasse soubesse a nota.

Ferreira Nunes, ex-vice presidente do Conselho de Arbitragem (CA) responsável pelas classificações dos árbitros entre fevereiro de 2013 e junho de 2016, não reagiu nem explicou a penalização da nota do árbitro Rui Costa (passou de 3,5 a 2), alegadamente após reclamação do Benfica na sequência de um jogo com o FC Porto (2013/14) que os benfiquistas já o disputaram como campeões. Contactado por OJOGO, Rui Costa disse estar fora do país e não pretendia comentar o episódio.

O Tribunal de OJOGO, sobre esse clássico do Dragão, não determinou unanimidades nos lances mais polémicos.

Como se explica, então, a mudança drástica da nota? Quando Ferreira Nunes chegou à liderança do CA, o regulamento aprovado na FPF (e aceite em assembleia geral) previa que os clubes podiam reclamar das avaliações dos árbitros, contestações que, depois de analisadas,tinham peso para influencia a nota atribuída. Não era suposto, porém, que quem reclamasse soubesse a nota.

Em 2014/15, por sugestão da secção liderada por Ferreira Nunes, Vítor Pereira, então presidente do CA, decidiu impedir que as reclamações dos clubes se refletissem nas notas, deixando em aberto apenas uma circunstância em que tal poderia suceder: se a Comissão de Análise e Revisão constatasse que os erros reclamados pelos clubes não tinham sido reportados no relatório do observador. Atualmente, esse pressuposto mantém-se: os clubes podem contestar, mas não influenciam a avaliação dos árbitros.

Polémica descida de Marco Ferreira

Nas épocas em que Ferreira Nunes era o responsável pelas classificações dos árbitros de primeira categoria, apenas em 2013/14 desceram dois árbitros, isto porque Olegário Benquerença terminou por limite de idade naquela temporada. Jorge Tavares, antepenúltimo, foi quem beneficiou da saída do internacional de Leiria. Nas outras duas, foram despromovidos três árbitros, com destaque para a polémica descida de Marco Ferreira, que tinha dirigido a final da Taça de Portugal na época 2014/15.

Quem é Ferreira Nunes? Apitou, mas só no andebol

Ferreira Nunes foi vice-presidente do CA da FPF entre dezembro de 2011 e junho de 2016. Anteriormente, fora presidente do Adémia, clube de Coimbra e vice-presidente do CA da AF Coimbra, sob a liderança de Apolino Pereira. Curiosamente, nunca foi árbitro de futebol, mas foi árbitro de andebol até chegar ao futebol. Com 60 anos, Ferreira Nunes é administrador da empresa das águas de Coimbra e desde que saiu da FPF, há um ano, nunca mais esteve ligado ao futebol.

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