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Como Valverde regenera o Barcelona: análise ao adversário do Sporting

Logótipo de O Jogo O Jogo 27/09/2017 Hugo Monteiro

Técnico aportou "maior estrutura coletiva", assente numa "pressão alta organizada e sistematizada". É a recuperação dos ditames da escola holandesa, explicou a O JOGO o comentador Luís Catarino

Em 2008, o Sporting caiu na Champions perante os catalães de Guardiola, mas muito Barcelona se passou desde aí. Agora, no reencontro, os blaugrana voltam a Alvalade sob a batuta de Ernesto Valverde, regenerados na sua identidade.

© Alejandro Garcia/EPA

"Logo na pré-época comprovou-se que Valverde elevaria a estrutura coletiva, por comparação ao ocaso de Luis Enrique. Voltámos a ver esclarecimento na reação célere à perda de bola em zonas adiantadas. Só que a assunção do conceito valverdiano encontrou um obstáculo na saída de Neymar para o PSG, que deixou o Barça atordoado, descalço, com menor definição atacante, numa fase coincidente com o duplo confronto com a melhor equipa da atualidade, o Real Madrid - Kovacic neutralizou Messi, numa marcação individual plena de êxito", observou a O JOGO o comentador Luís Catarino, que enalteceu a gestão de dano causado pela saída do craque, com um regresso a padrões do passado: "Por muito que a saga Neymar tivesse tido impacto, o cenário apocalíptico nunca se justificou e Valverde não foi escolhido por acaso. O modo como tinha sistematizado a pressão alta organizada no Bilbau e até no Olympiacos foi atrativo inquestionável para o Barça, clube cujas noções cruyffianas pareciam adoentadas. Os jogadores não tinham bússola para reconquistar a bola na frente e estarem mais perto do golo. Xavi saiu há dois anos, enquanto Iniesta percebe o seu crepúsculo. Com Valverde, independentemente do sistema-base, a circulação de bola não é pensada para ser tão exaustiva como no período do tricampeonato com Guardiola [2009-11], só interrompido por Mourinho." Quanto à gestão do grupo e distribuição das peças, Luís Catarino vincou: "Dembélé lesionou-se, mas com Semedo, Aleix Vidal e Alba, o jogo exterior salvaguarda-se para disfarçar o pós-Dani Alves e permitir que Messi se fixe no meio o tempo que quiser. Com Denis, o jogo posicional ganha claridade na ofensiva.

Já com Paulinho e Rakitic, há mais chegada e verticalização, e também um escudo fortalecido para proteger um Messi mais baseado no eixo. É por lá que a bola mais passa, filtrando com resolução máxima e uma invulgar genialidade a projeção atacante. Valverde é das melhores soluções que o Barça podia ter adotado para se regenerar numa fase de superioridade madridista."

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