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Comportamento "abusivo" de comandante dos Sapadores gera queixa contra Câmara do Porto

Logótipo de O Jogo O Jogo 25/07/2017 Administrator

A Comissão de Trabalhadores da Câmara do Porto revelou hoje ter apresentado ao Ministério Público "uma queixa contra a autarquia", devido ao "comportamento abusivo" e à "suspeição de viciação de concursos" do comandante do Batalhão de Sapadores Bombeiros (BSB).

Em declarações à Lusa, Ernesto Manarte, da Comissão de Trabalhadores (CT), explicou que a denúncia foi apresentada ao Ministério Público (MP) na quarta-feira, na sequência de "participações escritas e orais insistentes, algumas delas dramáticas", feitas por efetivos do BSB contra o "extremar do comportamento abusivo" do comandante.

Ernesto Manarte acrescentou que a queixa apresentada ao MP contra a câmara refere, por exemplo, casos de "perseguição e o terrorismo psicológico", de "forte suspeição de viciação de procedimentos concursais destinados ao BSB" e de "utilização do espaço físico afeto ao BSB para fins particulares do comandante"

O membro da CT acrescenta que existem também casos de "baixas médicas, algumas prolongadas, relacionadas com a ação persecutória e desautorização" do comandante em relação ao efetivo do BSB, incluindo "bombeiros e não bombeiros".

Segundo Ernesto Manarte, o comandante Rebelo de Carvalho, preside ao BSB "desde 2011", sendo o seu "comportamento abusivo relatado há bastante tempo, desde o anterior mandato", que terminou em 2014.

Com o atual executivo, liderado pelo independente Rui Moreira, o caso foi já relatado à vice-presidente da câmara em "várias reuniões", indica o membro da CT.

Contactado pela Lusa, o gabinete de comunicação da autarquia respondeu que "a Câmara do Porto desconhece qualquer queixa apresentada ao Ministério Público sobre o tema exposto".

Em comunicado divulgado hoje, a CT refere estar em causa um "comportamento abusivo e autoritário manifestado pelo comandante do BSB perante os trabalhadores".

A CT indica ainda a "perseguição do comandante a todos aqueles que contrariam ou não compactuam" com situações "que vão contra os princípios básicos da ética profissional, do serviço público, da não usurpação de poder e bens públicos em benefício próprio".

De acordo com a CT, está também em causa a "prática comum do comandante de desautorização de superiores hierárquicos face aos restantes trabalhadores", bem como a "falta de coerência nas ordens transmitidas" e o "desrespeito e uso de linguagem imprópria e incorreta".

A isto, soma-se, segundo a CT, a "intimidação e ameaça, a perseguição e o terrorismo psicológico", a "forte suspeição de viciação de procedimentos concursais destinados ao BSB" e a "utilização do espaço físico afeto ao BSB para fins particulares do respetivo comandante".

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