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Concentração em Barcelona pede independência da Catalunha

Logótipo de O Jogo O Jogo 11/09/2017 Administrator

Centenas de milhares de pessoas manifestavam na tarde de hoje em Barcelona o seu apoio à causa da independência da Catalunha e o direito à realização de um referendo de autodeterminação, proibido pelas instituições espanholas.

Os catalães presentes gritavam, na manifestação que ainda decorria no final da tarde, palavras de ordem a favor da independência desta região espanhola e vestiam 't-shirts' a pedir o voto no "sim" no referendo de 01 de outubro próximo.

Assinalando-se hoje, a "Diada, como é conhecido o dia que assinala a conquista de Barcelona pelo rei de Espanha Filipe V em 1714 depois de um cerco de 14 meses, é utilizada nos últimos anos para defender a causa da independência, com imagens que passam em todas as televisões do mundo de uma concentração ordeira e de grandes dimensões.

A festa deste ano serviu para mostrar nas ruas a força dos movimentos separatistas que em 01 de outubro próximo, daqui a menos de três semanas, pretendem realizar um referendo sobre a independência da Catalunha que já foi proibido pelas instituições espanholas.

A palavra de ordem foi "A Diada do Sim", uma alusão explícita ao sentido de voto em 01 de outubro, que foi criticada por vários partidos que consideram ilegal a consulta popular.

Uma maioria de catalães apoia a realização de um referendo, mas uma sondagem indica que mais de metade da população da comunidade autónoma também apoia que a consulta deve ser organizada dentro do quadro legal e não apenas por uma das partes, separatista, e com a oposição do Governo central.

Os independentistas defendem que cabe apenas aos catalães a decisão sobre a permanência da região em Espanha, enquanto Madrid se apoia na Constituição do país para insistir que a decisão sobre uma eventual divisão tem de ser tomada pela totalidade dos espanhóis.

Um inquérito publicado em julho último pelo Centro de Estudos de Opinião do governo catalão revelava que os partidários da independência desta região espanhola desceram para 41,1% e os que são contrários à autonomia subiram para 49,4%.

Os Governos de Espanha e da Catalunha têm até agora "esgrimido" argumentos jurídicos para se opor ou para apoiar as pretensões independentistas da região, mas ainda é pouco clara a forma como vai evoluir a situação a partir deste momento.

O Tribunal Constitucional espanhol suspendeu na semana passada, como medida cautelar, todas as leis regionais aprovadas pelo Parlamento e pelo Governo da Catalunha para dar cobertura legal ao referendo de 01 de outubro.

O presidente do Parlamento Europeu, Antonio Tajani, afirmou na semana passada que "qualquer ação contra a Constituição de um Estado-membro é uma ação contra o quadro institucional da União Europeia".

Os partidos separatistas têm uma maioria de deputados no parlamento regional da Catalunha desde setembro de 2015, o que lhes deu a força necessária, em 2016, para declararem que iriam organizar este ano um referendo sobre a independência, mesmo sem o acordo de Madrid.

O conflito entre Madrid e a região mais rica de Espanha, com um PIB superior ao de Portugal, cerca de 7,5 milhões de habitantes, um terço da área de Portugal, uma língua e culturas próprias, arrasta-se há várias décadas.

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