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Concessionária da mina de Neves-Corvo lamenta mais uma greve de trabalhadores

Logótipo de O Jogo O Jogo 19/10/2017 Administrator

A Somincor, concessionária da mina de Neves-Corvo, no Alentejo, lamentou hoje a convocação de mais uma greve de cinco dias, reafirmando estar aberta ao diálogo com os trabalhadores e o sindicato dos mineiros.

Num comunicado enviado à agência Lusa, a empresa Somincor confirma que recebeu do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Mineira (STIM) um pré-aviso de greve dos seus trabalhadores para o período entre as 06:00 de dia 06 e as 06:00 de 11 de novembro.

"Durante todo este processo, assumimos o compromisso em manter um diálogo construtivo e, por isso, lamentamos sinceramente que esta futura greve tenha sido planeada", refere a concessionária da mina de Neves-Corvo, no concelho de Castro Verde, no distrito de Beja.

A Somincor, que pertence ao grupo sueco-canadiano Lundin Mining, refere que vai continuar a dialogar com os trabalhadores e os seus representantes "com vista à resolução desta situação", frisando que a sua "prioridade" é garantir "condições seguras e com o mínimo de interrupções a todos os colaboradores que queiram trabalhar" durante a greve.

No comunicado, tal como já tinha afirmado após a mais recente greve dos trabalhadores, que decorreu entre os dias 03 e 07 deste mês, a empresa reafirma que responde "sempre de forma responsável" às necessidades dos trabalhadores e continua aberta "a um diálogo construtivo e permanente" com aqueles e o STIM.

A Somincor reitera o seu "total compromisso em manter todas as condições remunerativas e os direitos" dos trabalhadores, que "estão atualmente a ser praticados".

A empresa também reitera o seu "compromisso contínuo em garantir boas e seguras condições de trabalho", frisando que "parte desse compromisso é assegurar a competitividade a longo prazo da Somincor e a sua posição de grande empregador e contribuidor para a economia regional e nacional".

Na quarta-feira, o STIM e a administração da Somincor reuniram e, no final do encontro, o primeiro depois da greve de trabalhadores da empresa que decorreu entre os dias 03 e 07 deste mês, o sindicato entregou o pré-aviso da nova greve em novembro.

Em declarações à Lusa, após a reunião, o dirigente do STIM Jacinto Anacleto disse que a administração da Somincor "continua intransigente e não está interessada em negociar" as revindicações dos trabalhadores.

Na reunião, "não houve qualquer tipo de abertura" da administração da Somincor para "negociar" e, por isso, o STIM "não teve outra hipótese senão a de entregar um novo pré-aviso de greve", tal como os trabalhadores tinham decidido num plenário no passado dia 17 de setembro, disse.

No plenário de setembro, os trabalhadores da Somincor decidiram fazer a greve entre os dias 03 e 07 deste mês e, caso as repostas da administração às suas reivindicações continuassem "a não ser favoráveis", mais cinco dias de greve em novembro e outros cinco em dezembro, lembrou Jacinto Anacleto.

Segundo o STIM, as greves servem para os trabalhadores reivindicarem o fim do regime de laboração contínua no fundo da mina, a "humanização" dos horários de trabalho, a antecipação da idade da reforma para os funcionários das lavarias, a progressão nas carreiras, a revogação das alterações unilaterais na política de prémios e o "fim da pressão e da repressão sobre os trabalhadores".

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