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Conflito Iemen agrava-se com expansão de grupos terroristas, fome e cólera - ONU

Logótipo de O Jogo O Jogo 13/07/2017 Administrator

O enviado da Organização das Nações Unidas (ONU) para o Iémen avisou na quarta-feira que o conflito no mais pobre dos países árabes está a intensificar-se de dia para dia.

Esta intensificação traduz-se designadamente na expansão dos grupos terroristas, em 14 milhões de pessoas que precisam desesperadamente de alimentação e na pior epidemia de cólera no mundo.

Ismail Ould Cheikh Ahmed apelou a todas as partes "para agirem por amor à paz", destacando que "as suas desculpas são inaceitáveis e as suas justificações não são convincentes, especialmente quando as soluções estão bem à vista".

Em declarações ao Conselho de Segurança da ONU, disse que "a oportunidade para alcançar a paz ainda não foi perdida". Mas, relativizou, "a liderança política tem de reconhecer que a continuação da guerra apenas pode conduzir a mais perdas humanas e físicas e complica questões cruciais para o futuro do país, incluindo as razões de queixa do sul".

O Iémen, que está na parte sul da Península Arábica, tem estado envolvido em guerra civil, desde setembro de 2014, quando os rebeldes xiitas Houthi entraram, na capital do país, Sana, e derrubaram o presidente internacionalmente reconhecido, Abed-Rabbo Mansour Hadi.

Em março de 2015, uma coligação liderada pelos sauditas, apoiada pelos EUA, começou uma campanha militar contra as forças dos Houthi, que se tinham entretanto aliado ao presidente derrubado pela vaga da Primavera Árabe, Ali Abdullah Saleh.

Desde então, os Houthis, apoiados pelo Irão, foram desalojados da maior parte do sul, mas continuam a controlar Sana e muito do norte.

Na parte sul do país, os Emirados Árabes Unidos, que integram a coligação liderada pelos sauditas, colocaram as suas próprias forças de segurança, criando virtualmente um Estado dentro do Estado e alimentando o movimento independentista do sul.

O chefe das operações humanitárias da ONU, Stephen O'Brien, disse que as partes sem conflito e os seus apoiantes estrangeiros devem sentir-se "profundamente culpados" por conduzirem um conflito que se agrava de dia para dia e expôs milhões de civis iemenitas "a uma dor e a um sofrimento incomensurável" -- incluindo sete milhões que "estão à beira da fome" e mais de 320 mil casos de cólera.

Apelou ao Conselho de Segurança para "pressionar muito mais pesada e efetivamente as partes e os que, fora do Iémen, lideram esta política e ação".

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