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Confrontos em Erbil depois de renúncia do presidente do governo do Curdistão iraquiano

Logótipo de O Jogo O Jogo 29/10/2017 Administrator

Dezenas de pessoas envolveram-se hoje em confrontos em frente ao parlamento de Erbil, no Iraque, depois de o presidente do governo do Curdistão iraquiano, Masoud Barzani, ter anunciado a sua renúncia ao cargo que ocupa.

Uma equipa da agência de notícias norte-americana The Associated Press viu dezenas de manifestantes a atacar o edifício, parlamentares e jornalistas, enquanto Masoud Barzani falava à região curda, no seu primeiro discurso na televisão desde o controverso referendo independentista de há mês.

Visivelmente abatido, o líder curdo culpou o governo de Bagdade pela crise regional que se seguiu ao referendo.

"Eles (Bagdade) usaram o referendo como uma desculpa. As más intenções deles tornaram-se claras há muito tempo", disse Masoud Barzani.

"Sem os peshmerga [combatentes do exército curdo] o exército iraquiano não conseguiria ter libertado a cidade de Mossul. Pensámos que a comunidade internacional iria recompensar os peshmerga e o povo do Curdistão em troca. Eles respeitariam o sangue dos mártires", continuou.

Masoud Barzani deu instruções ao parlamento para que distribua os seus poderes de Presidente entre o primeiro-ministro curdo, o parlamento e o judiciário.

Além disso, informou o parlamento de que não irá requerer uma extensão do seu mandato, que termina em 01 de novembro. No entanto, o assessor de Masoud Barzani, Hemin Hawrami, disse à agência The Associated Press que esta decisão não significa que o líder curdo "esteja a retirar-se".

Masoud Barzani "irá manter-se na política curda e liderar o alto conselho político", mas em 01 de novembro já não será presidente da região, referiu Hemin Hawrami.

As eleições presidenciais curdas, que deveriam decorrer em novembro, foram adiadas indefinidamente. De acordo com Hemin Hawari, nenhum partido político apresentou candidatos para concorrerem contra Masoud Barzani.

O referendo sobre o apoio à independência, realizado em setembro, está a deixar a região curda cada vez mais isolada e a aumentar os conflitos com as autoridades iraquianas, assim como confrontos armados.

Os desentendimentos surgiram entre as forças lideradas por Bagdad e as forças curdas, conhecidas como peshmerga, no início deste mês, quando os militares do Iraque retomaram Kirkuk.

Rica em petróleo, a cidade de Kirkuk é um dos principais focos de discórdia entre Erbil (capital do Curdistão iraquiano) e o Governo de Bagdad.

Hoje, o Presidente francês, Emmanuel Macron, pediu ao primeiro-ministro iraquiano, Haider al-Abadi, que evite os combates com os curdos e promova um diálogo com as autoridades de Erbil.

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