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Congoleses concluem este domingo segunda volta das legislativas e locais

Logótipo de O Jogo O Jogo 29/07/2017 Administrator

Os congoleses vão este domingo às urnas para eleger menos de 40% dos deputados ao Parlamento em Brazzaville, na segunda volta de umas legislativas marcadas pela vitória esperada do Partido Congolês do Trabalho, do Presidente Denis Sassou Nguesso.

Na primeira volta das eleições legislativas e locais na República do Congo, realizadas em 16 de julho, o partido de Nguesso (PTC) ocupou 70 dos 93 assentos então eleitos, num total de 151 lugares em disputa na futura assembleia nacional congolesa.

Dois milhões de eleitores foram chamados às urnas neste escrutínio em duas voltas, o primeiro desde a reeleição de Sassou Nguesso em março de 2016, mas não foram anunciados os resultados da abstenção na primeira volta, que pode ter sido devastadora.

De acordo com analistas citados pela rádio alemã Deutsche Welle, se a taxa de participação nas presidenciais em 2016 terá rondado os 70%, para estas eleições legislativas e locais a taxa de inscritos não terá alcançado os 15%. Na Câmara Municipal de Brazzaville, a capital do país, segundo a agência noticiosa France Press, ter-se-ão contado apenas 28 votos no passado dia 16.

"De uma forma geral, os eleitores votaram massivamente no interior do país. Mas a participação foi fraca em Brazzaville e Ponta Negra", as duas maiores cidades do país, declarou na passada sexta-feira, sem no entanto revelar a abstenção, o ministro congolês do Interior, Raymond Zéphirin Mboulou, na apresentação dos resultados da primeira volta.

Quase três dezenas de deputados (28) do PTC não conseguiram a eleição à primeira volta, num escrutínio marcado pela eleição de vários candidatos do partido no poder com 100% dos votos, de acordo com os resultados divulgados por Mboulou.

Entre os 93 deputados eleitos logo na primeira volta, sete são membros da União dos Democratas Humanistas (UDH-Yuki), de Guy-Brice Parfait Kólelas -- formação a que não foi permitido registar-se como partido a tempo das eleições -, e três pertencem ao até agora principal partido da oposição, a União Panafricana para a Democracia Social (UPADS), liderada por Pascal Tsaty-Mabiala.

O facto dos membros eleitos da UDH-Yuki serem eleitos como independentes -- o que impossibilita a formação de se constituir como grupo parlamentar, a menos que os deputados da UDH-Yuki venham a aliar-se à UPADS -, subsiste a questão de quem irá liderar a oposição, um papel atribuído ao segundo partido mais votado. Quatro candidatos da UDH estão qualificados para disputar a segunda volta.

A coligação da oposição liderada pela Iniciativa para a Democracia no Congo (IDC) apelou ao boicote das eleições e à libertação dos presos políticos, em solidariedade com a província de Pool, junto a Brazzaville, mergulhada na violência após as presidenciais de 2016, porque nunca aceitou o referendo constitucional que pôs fim ao limite de dois mandatos.

Jean-Marie Michel Mokoko e André Okombi Salissa, dois membros da oposição em Pool -- onde a violência impediu a realização das eleições em nove circunscrições - foram detidos no ano passado e acusados de ameaçar a segurança interna do Estado.

Denis Sassou Nguesso, antigo paraquedista, agora com 73 anos e mais de trinta acumulados na Presidência da República do Congo, exerceu as funções de chefe de Estados pela primeira vez entre 1979 e 1992 e regressou ao poder em 1997, na sequência de uma guerra civil. Venceu depois por duas vezes sucessivas as presidenciais no Congo em 2002 e 2009. Um referendo constitucional abriu-lhe caminho à reeleição para um terceiro mandato sucessivo em 2016.

O Congo tem reservas substanciais de petróleo -- é o quarto maior produtor da África Subsariana -, madeira e diamantes, mas é a extração do "ouro negro" que alimenta a maior parte do orçamento do Estado.

Quase metade da população de 4,5 milhões de habitantes vive abaixo do limiar de pobreza, de acordo com o Banco Mundial.

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