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Congresso do PC Chinês deve elevar Xi Jinping para novo estatuto

Logótipo de O Jogo O Jogo 16/10/2017 Administrator

O Presidente da China, Xi Jinping, deverá esta semana confirmar o estatuto de mais poderoso líder chinês das últimas décadas, durante o XIX Congresso do Partido Comunista da China (PCC), que arranca na quarta-feira.

Pequim recebe cerca de 2.300 delegados do PCC no mais importante evento da agenda política chinesa, que se realiza a cada cinco anos, no Grande Palácio do Povo, junto à Praça de Tiananmen.

Xi Jinping, de 64 anos, foi escolhido para secretário-geral do partido em outono de 2012, no XVIII Congresso, antes de se tornar Presidente da República Popular, no início de 2013.

Esta semana, Xi vai começar um novo mandato de cinco anos, mas os observadores estão sobretudo atentos às nomeações para o Comité Central do Politburo (atualmente formado por 24 membros), esperando-se que sejam os membros próximos do Presidente a preencher os cargos.

"O Congresso revelará a extensão exata do poder de Xi", disse à agência France Presse o sinólogo Carly Ramsey.

Além de ser também presidente da Comissão Militar Central, Xi chefia a Comissão Central de Segurança Nacional e o "grupo dirigente" encarregue de supervisionar o programa de "aprofundamento geral das reformas".

O Presidente chinês acumulou mais poder do que os antecessores - Jiang Zemin (governou entre 1989 e 2002) e Hu Jintao (2002 a 2012), suscitando comparações com Mao Zedong, o fundador da República Popular da China, e Deng Xiaoping, o "arquiteto-chefe das reformas económicas" que abriram a China à economia de mercado.

"Podemos dizer que houve três épocas: a de Mao, Deng Xiaoping e agora Xi Jinping, cujo advento é o XIX Congresso", observa o cientista político chinês Chen Daoyin.

Segundo o órgão de Disciplina e Inspeção do PCC, cerca de 1,3 milhões de membros do PCC foram punidos por corrupção no ano passado, entre os quais mais de uma centena de altos quadros, ilustrando a amplitude da campanha anticorrupção lançada por Xi.

Críticos do Presidente acusam-no de se ter servido da campanha para afastar rivais políticos.

Durante o primeiro mandato de Xi, o número de presos políticos no país quase triplicou, segundo um relatório da Chinese Human Rights Defenders.

Pequim assumiu também uma política externa mais assertiva, aumentando consecutivamente o orçamento militar e reclamando abertamente a soberania de quase todo o Mar do Sul da China, apesar de o tribunal internacional de Haia ter considerado as reivindicações marítimas chinesas ilegítimas.

Mas a grande questão é saber se se vislumbrará um sucessor para Xi, com alguns analistas a prever que ele permanecerá como secretário-geral do PCC para além de dez anos.

O limite de idade para membros do Politburo é de 68 anos. Xi terá excedido essa idade no próximo Congresso, mas se o seu 'braço direito', Wang Qishan, agora com 69 anos, obtiver um novo mandato durante este Congresso, isso significa que o limite deixou de existir.

Os observadores estão também atentos a uma possível inclusão das teorias de Xi na constituição do partido, uma honra reservada apenas a Mao e a Deng.

"Isso seria um sinal de que ele realmente entrou no panteão", afirmou o analista de política chinesa Bill Bishop.

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