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Conjuntura económica de Moçambique é desafiante -- PM moçambicano

Logótipo de O Jogo O Jogo 09/10/2017 Administrator

O primeiro-ministro de Moçambique, Carlos Agostinho do Rosário, admitiu hoje que, apesar de alguma melhoria, a situação económica do país ainda é um desafio que exige mais medidas para reduzir a inflação e retomar o crescimento económico.

"É nossa convicção que, com a redução da inflação, as taxas de juro vão baixar, o que irá aliviar o custo de financiamento do investimento, dinamizando assim a nossa economia, sobretudo as pequenas e médias empresas", declarou, na abertura oficial da 13.ª conferência e 14.ª assembleia-geral ordinária anuais da Organização das Comissões de Contas Públicas da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADCOPAC), que decorre até sábado em Maputo.

Segundo o chefe do executivo moçambicano, a inflação anual caiu de 26% em novembro de 2016 para cerca de 14% em agosto deste ano -- o que ainda é elevado, reconheceu -, e o objetivo é reduzi-la para níveis de um dígito, assim contribuindo para a redução do custo de vida e melhorar o acesso ao financiamento da economia.

"Depois de ter atravessado momentos muito difíceis em 2015 e 2016, a nossa economia está a registar sinais de recuperação: no presente ano, cresceu uma média de 3% no primeiro e segundo trimestres, após ter registado um crescimento de 1,1% no último trimestre de 2016, a taxa mais baixa dos últimos anos", disse.

Este ritmo de recuperação da economia "leva a perspetivar uma taxa de crescimento de 4,7% em 2017", indicou Carlos Agostinho do Rosário.

"[Para 2018,] perspetivamos que a nossa economia cresça 5,3% e, a partir de 2019, retome os níveis de crescimento económico de 6 a 7%", declarou.

O primeiro-ministro moçambicano aliou a previsão do nível de crescimento económico para 2018 aos progressos em curso para o alcance da paz definitiva, desempenho dos setores da agricultura, indústria extrativa e transportes e comunicações.

Sobre a trajetória desabonatória que afetou em 2015 e 2016 a economia moçambicana, em particular, e da SADC, em geral, atribuiu-a à queda dos preços dos principais produtos de exportação no mercado internacional e ao efeito "El Niño", que se caracterizou pela seca que atingiu a agricultura.

Também falando no âmbito da SADCOPAC, a presidente do parlamento de Moçambique, Verónica Macamo, defendeu ser urgente o aperfeiçoamento dos mecanismos de combate à corrupção e de desvio de fundos nos países membros da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC).

Para tal, precisou, é imperioso melhorar os procedimentos de aquisição, a prestação de contas, o controlo interno e a auditoria, assim contribuindo para uma gestão transparente e racional dos fundos públicos.

De acordo com a responsável, em paralelo, é também necessário dar maior visibilidade aos atos de fiscalização parlamentar.

"Vivemos, hoje, numa sociedade mais formada e informada, em que o cidadão necessita de acompanhar as ações do governo, dos órgãos do Estado, e quer ter certeza de que o dinheiro dos seus impostos está a ser aplicado para os fins a que foi alocado no âmbito do plano aprovado pelos órgãos competentes", sustentou.

Macamo sublinhou que os países membros da SADC estão apostados em promover políticas públicas estruturantes e de reforço da capacidade institucional do setor público para combater a pobreza e doenças endémicas como a sida, a malária e a cólera, bem como em criar capacidade para enfrentar os efeitos dos desastres naturais e reduzir a dependência externa.

"A superação destes desafios vai permitir que, a médio e longo prazos, possamos colocar os nossos países ao nível dos de rendimento intermédio. Mas, para tal, precisamos de finanças públicas equilibradas e sustentáveis", frisou.

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