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Conselho Metropolitano do Porto quer avaliar concessão dos autocarros Resende

Logótipo de O Jogo O Jogo 07/07/2017 Administrator

O Conselho Metropolitano do Porto (CmP) mostrou-se hoje "muito preocupado" com mais um acidente envolvendo a transportadora de passageiros Resende em Matosinhos e avançou ser necessário avaliar a concessão daquela empresa que vigora até ao final de 2017.

"Temos tido informações preocupantes, esta é mais uma e já solicitei ao vereador [dos transportes] e ao presidente [da Câmara de Matosinhos] o agendamento de uma reunião no sentido de avaliarmos o ponto de situação da Resende e o acordo existente com a Área Metropolitana e com a Câmara de Matosinhos", disse à Lusa Avelino Oliveira, secretário da comissão executiva com a responsabilidade da área dos transportes no CmP.

O responsável mostrou-se, pois, "muito preocupado" com a notícia do incêndio, na tarde de hoje, de um autocarro da empresa Resende em Matosinhos, que não causou feridos.

"Isto não pode continuar assim", assinalou Avelino Oliveira, lembrando que "neste momento as autorizações só estão emitidas até ao final do ano" para a operadora Resende que "representa um serviço público" mas "não tem feito a aposta devida em material circulante".

E acrescentou: "e não podemos ter todos meses acidentes graves".

"Felizmente [hoje] não houve feridos nem nenhuma situação mais gravosa, mas não pode ser", sublinhou, defendendo por isso a necessidade de "avaliar muito bem" a situação e "ver as alternativas".

Segundo os bombeiros de Leixões, que acorreram hoje ao acidente, o alerta terá sido dado pelas 19:15.

Em outubro de 2016, um acidente com um autocarro da mesma operadora privada resultou resultou uma vítima mortal e quatro feridos graves. O autocarro despistou-se na avenida Engenheiro Duarte Pacheco, em Matosinhos, e embateu na paragem da estação de metro, num autocarro e num automóvel.

Cerca de um mês depois, o Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT) divulgou ter realizado uma fiscalização a viaturas de transporte público em Matosinhos, nove dos quais ficaram com documentos apreendidos.

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