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Consultor do Museu Marítimo de Ílhavo defende aposta na contemporaneidade

Logótipo de O Jogo O Jogo 07/08/2017 Administrator

O historiador Álvaro Garrido, ex-diretor e atual consultor do Museu Marítimo de Ílhavo (MMI), defendeu hoje um novo ciclo para este espaço museológico, que assinala na próxima terça-feira 80 anos, através de uma aposta na contemporaneidade.

"Houve o ciclo da memória coletiva, da inclusão das comunidades de pescadores num processo memorial que foi devolvido às comunidades e que permitiu também ao museu conquistar uma dimensão nacional e, agora, haverá lugar a um ciclo mais contemporâneo, de ligação da memória pública a questões interpelantes na sociedade portuguesa, como a nova economia do mar e as questões oceânicas e de ciência articuladas com uma cultura do mar", disse Álvaro Garrido.

O consultor do Museu diz que não é recomendável o crescimento do espaço físico, adiantando que esta unidade "tem um edifício muito generoso, muito interessante e muito volumétrico, com custos de manutenção elevados", e tem o Navio-Museu Santo André, ancorado no cais da Gafanha da Nazaré.

"Penso que o que se deve fazer é consolidar o projeto, cuidar das coleções, daquilo que o distingue no contexto nacional e internacional, da ligação ao território e de uma maior contemporaneidade", explicou.

Álvaro Garrido destaca o crescimento sustentado que o museu teve ao longo dos últimos anos, adiantando que este espaço distingue-se por procurar fazer "coisas ousadas", com um trabalho da programação cultural suportado "numa imaginação programática identitária e baseada em investigação aplicada a projetos culturais".

O MMI que teve um grande impulso em 2001, com o projeto de ampliação e renovação, e um outro mais tarde, em 2012, com a construção do aquário de bacalhaus, é atualmente um dos museus mais visitados do país.

"Em 2016, o museu registou um recorde histórico de 81.010 visitantes e, este ano, certamente irá ultrapassar esse valor, o que é muito interessante para um museu de âmbito municipal que não está em Lisboa nem no Porto. Está muito acima da média dos públicos dos museus portugueses", disse o consultor do MMI.

Uma das peças mais importantes do museu é precisamente o aquário de bacalhaus que progressivamente vai acolher mais "primos" deste peixe.

"O aquário já tem duas abróteas e brevemente vão entrar para o tanque mais de uma dezena de exemplares do chamado paloco, ou escamudo do atlântico, que atualmente estão em quarentena", disse Álvaro Garrido.

O programa comemorativo dos 80 anos do MMI tem como um dos pontos altos o lançamento do livro "Tributo a Capitães de Ílhavo", na próxima terça-feira, pelas 17:30. Este livro, da autoria de Ana Maria Lopes, revela episódios mais ou menos conhecidos dos currículos marítimos de trinta ilhavenses que estiveram ao comando de navios da pesca do bacalhau.

Ao longo deste dia, haverá autocarros que vão partir das praias da Barra e da Costa Nova para levar, de forma gratuita, todos aqueles que quiserem conhecer este espaço museológico.

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