Está a utilizar uma versão de browser mais antiga. Utilize uma versão suportada para obter a melhor experiência possível com o MSN.

Coreia do Norte: Pyongyang afirma que Trump fez uma declaração de guerra

Logótipo de O Jogo O Jogo 25/09/2017 Administrator

O chefe da diplomacia norte-coreana, Ri Yong Ho, afirmou hoje em Nova Iorque que o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, "declarou guerra" à Coreia do Norte.

Em declarações aos jornalistas em Nova Iorque, onde está a participar na 72.ª Assembleia-Geral da ONU, o ministro dos Negócios Estrangeiros norte-coreano disse que o regime de Pyongyang está pronto a abater os bombardeiros norte-americanos que se aproximem e sobrevoem o espaço aéreo junto da Coreia do Norte.

No sábado, bombardeiros norte-americanos sobrevoaram águas internacionais próximas da costa da Coreia do Norte para enviar uma "mensagem clara" a Pyongyang, segundo informou o Departamento de Defesa norte-americano (Pentágono), que indicou, na mesma ocasião, que nunca um avião de combate norte-americano esteve tão a norte desde o início do século XXI.

"Todos os Estados-membros [da ONU] e o mundo inteiro devem lembrar-se claramente que foram os Estados Unidos os primeiros a declarar guerra ao nosso país", disse Ri Yong Ho.

"Desde que os Estados Unidos declararam uma guerra ao nosso país, temos todo o direito de adotar contramedidas, incluindo o direito de abater bombardeiros estratégicos, mesmo que estes não se encontrem no espaço aéreo do nosso país", reforçou o chefe da diplomacia norte-coreana.

Ri Yong Ho referiu ainda declarações recentes de Trump sobre a durabilidade do atual regime de Pyongyang, liderado por Kim Jong-un.

"Trump afirmou que os nossos líderes não estarão no poder por muito mais tempo", recordou.

"A questão é saber quem ficará por mais tempo para encontrar uma resposta", afirmou o ministro norte-coreano.

No sábado, durante a sua intervenção diante da Assembleia-Geral da ONU, o ministro dos Negócios Estrangeiros norte-coreano disse aos líderes mundiais que os insultos de Donald Trump a Kim Jong-un, como foi o caso da expressão "homem foguete" ['rocket man', em inglês], tornam um ataque contra os Estados Unidos uma situação inevitável.

Na mesma intervenção, Ri Yong Ho chamou ao Presidente norte-americano "uma pessoa mentalmente perturbada, cheia de megalomania e excesso de confiança".

Acrescentando também que as "palavras imprudentes e violentas" de Trump provocaram "a suprema dignidade" da Coreia do Norte e "contaminaram a sagrada arena das Nações Unidas".

"Mais ninguém, exceto o próprio Trump, está numa missão suicida", declarou o ministro, concluindo: "No caso de se perderem vidas inocentes nos Estados Unidos por causa deste ataque suicida, Trump vai ser o responsável".

Do lado de Washington, Donald Trump também lançou duras palavras contra Pyongyang durante a sua primeira intervenção perante a Assembleia-Geral das Nações Unidas, ao ter afirmando, na passada terça-feira, que a única solução será "destruir totalmente" a Coreia do Norte caso o regime de Kim Jong-un continue a ameaçar os Estados Unidos e os seus aliados.

Dias depois, o líder norte-americano anunciava novas sanções unilaterais contra a Coreia do Norte para evitar o desenvolvimento dos programas nuclear e balístico do regime de Pyongyang e qualificava Kim Jong-un como um "homem louco" que está a colocar em perigo o seu próprio povo.

AdChoices
AdChoices

Mais de O Jogo

image beaconimage beaconimage beacon