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Coreia do Norte: Sanções sem diálogo não solucionarão crise -- Governo chinês

Logótipo de O Jogo O Jogo 05/09/2017 Administrator

O governo chinês alertou hoje que as sanções contra a Coreia do Norte não solucionarão a crise na península coreana se não forem abertas outras vias para reduzir a tensão.

"A força militar nunca é uma opção e as sanções por si não oferecem uma saída", afirmou hoje um porta-voz do ministério chinês dos Negócios Estrangeiros Geng Shuang.

Geng não revelou se a China vai apoiar uma nova ronda de sanções contra o seu vizinho e limitou-se a sublinhar que as "decisões do Conselho de Segurança dependem do resultado das discussões entre os membros" do organismo.

Numa altura em que os Estados Unidos, França e Reino Unido defendem uma resposta mais firme contra o regime norte-coreano, após este ter realizado novo ensaio nuclear no domingo, Geng instou a que se retomem as conversações.

O porta-voz chinês acolheu com agrado a disposição da Suíça de atuar como "mediadora" na crise: "A China dá as boas-vindas e fomenta todas as propostas e esforços que levem ao alivio da tensão", disse.

Pequim é o principal aliado diplomático do regime de Kim Jong-un.

A Coreia do Norte fez no domingo o seu sexto teste nuclear, desta vez com o lançamento de uma bomba de hidrogénio, a mais potente até à data, um artefacto termonuclear que segundo o regime de Pyongyang pode ser instalado num míssil intercontinental.

A comunidade internacional condenou unanimemente o novo desenvolvimento de armamento norte-coreano.

Na segunda-feira, após uma reunião de emergência do Conselho de Segurança das Nações Unidas, os Estados Unidos propuseram votar novas sanções ao regime de Kim Jong-un na próxima segunda-feira, uma medida que já tinha sido defendida pela Coreia do Sul e pelo Japão.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, disse estar a avaliar a possibilidade de suspender o comércio com qualquer país que tenha negócios com Pyongyang e insinuou que não descarta um ataque à Coreia do Norte.

Por seu lado, a China e a Rússia apelaram ao diálogo com Pyongyang e propuseram o congelamento das manobras militares conjuntas dos Estados Unidos e da Coreia do Sul e a suspensão dos programas de armamento norte-coreanos, mas esta proposta foi recusada pelos Estados Unidos. A Coreia do Sul tem vindo já a fazer manobras e simulações de ataques e já admitiu autorizar os EUA a destacarem armas nucleares para o país.

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