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CORREÇÃO: Macau/Tufão: Associação pró-democracia pede "responsabilização" do líder do Governo

Logótipo de O Jogo O Jogo 31/08/2017 Administrator

(Corrige no penúltimo parágrafo, a referência às candidaturas às eleições para a Assembleia Legislativa: Membros da ANM integram algumas das 24 listas candidatas por sufrágio direto às eleições de 17 de setembro para a Assembleia Legislativa (AL) de Macau e não A ANM é uma das 24 listas candidatas por sufrágio direto às eleições de 17 de setembro para a Assembleia Legislativa (AL) de Macau)

VERSÃO NTEGRAL CORRIGIDA:

A maior associação pró-democracia do território, a Novo Macau, exigiu hoje que o chefe do executivo seja responsabilizado pelas consequências do tufão Hato que, a 23 de agosto, matou dez pessoas e causou prejuízos avultados.

Em comunicado, a Associação Novo Macau (ANM) disse que, apesar de o Hato ter sido um desastre natural, muitos dos efeitos foram "causados por humanos, causados pelo Governo e especificamente pelo próprio chefe do executivo", pelo que a ANM "exige" que o líder do Governo "seja responsabilizado".

A associação listou vários pontos críticos que considera serem, de forma direta ou indireta, responsabilidade de Chui Sai On, a começar pelos Serviços Meteorológicos e Geofísicos (SMG), que "falharam terrivelmente na previsão dos danos que o Hato podia trazer e fizeram com que o público subestimasse o perigo do tufão".

Macau içou o sinal 3 de tempestade tropical às 03:00 de dia 23 (20:00 de terça-feira em Lisboa), elevando-o para 8 seis horas depois. Passada uma hora e meia foi hasteado o sinal 9 e somente 45 minutos depois içado o sinal máximo (10). O curto intervalo de tempo entre sinais, em particular atendendo à velocidade a que se movia o tufão, tem gerado dúvidas sobre a capacidade de previsão dos SMG.

No dia seguinte à passagem do tufão, o diretor dos SMG demitiu-se. Fong Soi Kun já tinha estado debaixo de fogo noutras ocasiões devido ao 'timing' do hastear dos sinais de tempestade tropical.

No comunicado, a ANM lembrou que, apesar de vários pedidos para o seu afastamento no passado, o mandato de Fong foi renovado por Chui em agosto do ano passado.

A associação, que elegeu dois deputados para a Assembleia Legislativa em 2013, recordou também que o Governo estabeleceu "um sistema de previsão e alarme para desastres naturais ou públicos em 2009 e uma comissão para lidar com desastres em 2012", no entanto, tal sistema "nunca foi usado neste incidente".

"O chefe do executivo deve ser responsabilizado pela sua inação", acrescentou no comunicado.

Quanto às inundações na zona ribeirinha do Porto Interior, a ANM criticou Chui Sai On por nunca "iniciar um projeto para construir infraestruturas que impeçam inundações".

"Este atraso na construção da necessária infraestrutura causou diretamente mortes e perdas económicas na semana passada", prosseguiu a ANM.

Já o corte de energia causado pelo tufão "reflete quão dependente Macau está da China", já que, "durante esta administração", a proporção de eletricidade adquirida à China "aumentou de 10 para 90%, tornando Macau vulnerável caso o abastecimento de energia do exterior não seja estável ou fique danificado".

Por fim, a ANM afirmou que a Proteção Civil "falhou em responder de forma eficaz no salvamento de vidas ou a mobilizar e cooperar com os cidadãos para limpar as ruas".

A culpa "é sem dúvida" de Chui, por liderar sistema de proteção civil, considerou.

Membros da ANM integram algumas das 24 listas candidatas por sufrágio direto às eleições de 17 de setembro para a Assembleia Legislativa (AL) de Macau.

A AL é composta por 33 deputados, dos quais 14 eleitos por sufrágio universal e 12 por sufrágio indireto, além de sete posteriormente nomeados pelo chefe do executivo de Macau.

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