Está a utilizar uma versão de browser mais antiga. Utilize uma versão suportada para obter a melhor experiência possível com o MSN.

Credores aprovam recuperação de empresa proprietária das Termas da Curia

Logótipo de O Jogo O Jogo 04/10/2017 Administrator

A maior parte dos credores da Sociedade das Águas da Curia, proprietária do Hotel e das Termas da Curia, em Anadia, aprovou hoje o plano de recuperação da empresa que tem quase 13 milhões de euros de dívidas.

Dos credores presentes na Assembleia de Credores que decorreu esta quarta-feira, no Tribunal de Anadia, apenas o Banco Santander Totta, que tem créditos no valor de 279 mil euros, votou contra o plano apresentado pela devedora.

Apesar de ainda não ser conhecida a decisão do Ministério Público, em representação da Fazenda Nacional, que pediu para votar por escrito, a aprovação do plano não deverá estar em risco, tendo em conta que este credor representa apenas 1,14% dos créditos.

A empresa deverá assim voltar para as mãos dos acionistas após a homologação do plano, que permite manter em funcionamento o Hotel e as Termas da Curia.

No final da sessão, o administrador da Sociedade das Águas da Curia, José Romão, mostrou-se "bastante satisfeito" por os credores reconhecerem que a empresa "tem condições para voltar a funcionar", sublinhando que se trata de uma unidade com um impacto "muito forte" na região.

O plano hoje aprovado prevê um investimento para renovação e obras de melhoramentos da unidade hoteleira e da unidade termal, sobretudo ao nível dos balneários termais e das zonas comuns.

De acordo com o documento, metade da dívida aos trabalhadores deverá ser paga após a homologação do plano e a outra metade será paga em prestações mensais, durante quatro anos.

A Sociedade das Águas da Curia tem um passivo de cerca de 13 milhões de euros, mas a devedora diz que este valor deverá ser bem menor, entre seis e sete milhões de euros, num cenário de recuperação.

Os maiores credores são o Banco BPI, com 3,7 milhões de euros, e o Turismo de Portugal, que reclama uma dívida de 3,5 milhões de euros.

A sociedade, que tem atualmente 36 trabalhadores, deve ainda 118 mil euros às Finanças, relativos a dívidas fiscais, e cerca de um milhão de euros à Segurança Social.

O Tribunal do Comércio de Aveiro decretou a insolvência da Sociedade das Águas da Curia em abril de 2016, depois de ter sido encerrado, sem sucesso, o Processo Especial de Revitalização (PER) pedido em 2015.

AdChoices
AdChoices

Mais de O Jogo

image beaconimage beaconimage beacon