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Crise económica limitou participação de Angola em missões de paz

Logótipo de O Jogo O Jogo 28/07/2017 Administrator

A crise económica limitou a participação de Angola em missões de manutenção de paz em África, admitiu em Londres o embaixador itinerante da República de Angola, que identifica esta como uma prioridade após as eleições de agosto.

"A crise económica prejudicou-nos a todos. Para o nosso país teve o seu impacto porque, naturalmente, com as limitações internas, torna-se mais difícil dar-se apoio externo", afirmou António Manuel Luvualu de Carvalho à agência Lusa.

O responsável, que esteve na quinta-feira na capital britânica a lançar o livro "Angola no Conselho de Segurança da ONU 2015/16", mostrou confiança no sucessor do presidente José Eduardo dos Santos, a ser eleito a 23 de agosto.

"Acredito que esta retoma a que estamos a assistir na economia mundial, e o novo executivo que sair das eleições de 23 de agosto, certamente há de refletir-se. Acredito que uma das prioridades poderá ser o apoio à pacificação da sub-região centro-austral do continente e do continente africano", acrescentou.

Luvualu de Carvalho apresentou o primeiro de dois volumes, que se centra no primeiro ano do mandato de Angola no Conselho de Segurança da ONU e que reúne as resoluções votadas nesse período, como um exercício académico e um material de estudo para os seus alunos.

"Angola conseguiu marcar passos importantes num momento muito difícil das relações internacionais: o conflito israelo-árabe, a crise dos mísseis na Coreia do Norte e a questão dos Grandes Lagos, com os conflitos na República Democrática do Congo, entre o Sudão e Sudão do Sul, na Republica Centro Africana e no Burundi", garantiu o também académico à Lusa.

Na sua opinião, "Angola teve o seu papel para conseguir contribuir positivamente para a resolução de muitas dessas questões".

A apresentação do livro, segundo volume com resoluções de 2016 será apresentado em setembro, foi feita num evento organizado pela Associação das Nações Unidas britânica, que está a estudar a criação de uma palestra anual em homenagem a Margaret Anstee com o apoio de Luanda.

A britânica antiga representante especial da ONU em Angola, que foi também a primeira mulher a chegar ao cargo de Sub Secretária Geral das Nações Unidas, morreu em 25 de agosto de 2016.

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