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Cristiano promete dar luta em tribunal

Logótipo de O Jogo O Jogo 31/07/2017 Alcides Freire

Depois de ter ganho tudo nos relvados, e enquanto se prepara para mais, o internacional português está decidido a pôr-se à prova perante a lei, e também nesse campo espera superar Messi

© Fornecido por O jogo

A história da rivalidade entre Messi e Cristiano Ronaldo tem, a partir desta segunda-feira, um novo episódio. Onde o argentino do Barcelona falhou, o internacional português do Real Madrid está disposto a vencer: na Justiça. Ambos enfrentaram, nos últimos tempos, acusações de fraude fiscal que têm na origem rendimentos obtidos com contratos de exploração de direitos de imagem. Messi foi condenado a 21 meses de prisão. Ronaldo estará hoje no tribunal de primeira instância de Pozuelo de Alarcón (Madrid) na qualidade de suspeito, para refutar quatro delitos fiscais que lhe são atribuídos pelo Ministério Público espanhol, segundo o qual, entre 2011 e 2014, terá lesado o fisco em 14,7 milhões de euros. À espera dele terá a juíza Mónica Gomez e, para lá da sala onde será ouvido à porta fechada, cerca de duas centenas de jornalistas.

Só após esta audição em tribunal o Ministério Público decidirá se acusa Cristiano Ronaldo e que pena pedirá, mas, já houve quem se antecipasse: o Sindicato dos Técnicos do Ministério da Fazenda antecipou, em meados de junho, o risco de prisão para este alegado esquema de fuga aos impostos. O Ministério Público suspeita que Cristiano Ronaldo agiu de forma "consciente e voluntária" ao criar uma estrutura "offshore" para desviar receitas geradas em Espanha relativas aos direitos de imagem.

De acordo com o diário espanhol "AS", que ontem citava fontes próximas do jogador, a estratégia de Ronaldo passará por se declarar inocente e combater esta acusação, que implica uma pena de um a cinco anos de prisão, e admite mesmo processar o Estado espanhol: "Não vai ceder." Se vier a ser constituído arguido pelo Tribunal Superior de Justiça de Madrid, o jogador pode ter a pena reduzida a um quarto, se liquidar as verbas em causa e pagar uma multa. Em Espanha, fizeram as contas e chegaram aos 29 milhões de euros, que Cristiano não estará disposto a pagar, por entender que não há ilícito fiscal. Citado pelo "El País", em junho, o advogado António Lobo Xavier, um dos que assumem a representação do jogador, afirmou que "não houve omissão de declaração", mas "uma declaração segundo um critério que, aparentemente, não é o que agrada à administração fiscal espanhola", e é isso que a defesa está disposta a demonstrar.

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