Ao utilizar este serviço e o conteúdo relacionado, concorda com a utilização de cookies para análise, anúncios e conteúdos personalizados.
Está a utilizar uma versão de browser mais antiga. Utilize uma versão suportada para obter a melhor experiência possível com o MSN.

CRONOLOGIA: Principais acontecimentos na PT desde a privatização até à greve

Logótipo de O Jogo O Jogo 20/07/2017 Administrator

Cronologia dos principais acontecimentos na história da Portugal Telecom (PT), desde a primeira fase de privatização, em 1995, até à greve de hoje.

+++ 1995 +++

A 01 de junho é concretizada a primeira fase da privatização da PT, através da passagem para o setor privado de 51,8 milhões de ações (27,26% do seu capital).

+++ 1996 +++

Em junho realiza-se a segunda fase da privatização, envolvendo 21,74% do capital, com a operadora a ficar privatizada em 49% (93,1 milhões de ações).

+++ 2000 +++

Dois anos depois da entrada da PT no Brasil ficou concluída a quinta e última fase de privatização da operadora. O Estado fica a deter 500 ações com direitos preferenciais ('golden share') na operadora.

+++ 2003 +++

Em abril é lançada a marca Vivo no Brasil.

+++ 2005 +++

Bruxelas apresenta uma queixa contra o Estado português ao Tribunal de Justiça da União Europeia, alegando que os direitos especiais detidos por Portugal na PT desincentivam os investimentos de outros Estados-membros, violando as regras comunitárias de livre circulação de capitais.

+++ 2006 +++

Sonaecom lança em fevereiro uma Oferta Pública de Aquisição (OPA) hostil sobre a PT, no valor de 11,1 mil milhões de euros. Na altura, a PT era presidida por Miguel Horta e Costa. Em abril, Henrique Granadeiro assume a presidência da empresa.

+++ 2007 +++

A Sonaecom sobe a contrapartida para 11,8 mil milhões de euros em fevereiro e um mês depois cai a OPA lançada por Belmiro de Azevedo e Paulo Azevedo.

+++ 2008 +++

Bruxelas avança para tribunal contra os direitos especiais do Estado português na PT.

+++ 2010 +++

- Em 11 de maio, a Telefónica oferece 5,7 mil milhões de euros pelos 50% que a PT detém na Vivo, revendo em alta a proposta para 6,5 mil milhões de euros. Em junho, na véspera da assembleia-geral da PT, a operadora espanhola volta a aumentar o valor para 7,15 mil milhões de euros.

- A maioria dos acionistas (74%) da PT aceita a oferta, no entanto o Estado usa a 'golden share' para vetar o negócio e a Telefónica alarga o prazo da oferta.

- A 28 de julho, a PT anuncia a venda da Vivo à Telefónica, que foi aprovada por unanimidade pelo Conselho de Administração da operadora portuguesa, e a entrada no capital da brasileira Oi.

+++ 2011 +++

Em julho, o Estado português deixa de ter ações com direitos preferenciais na PT, cumprindo o exigido por Bruxelas.

+++ 2013 +++

- Em 02 de outubro, as operadoras de telecomunicações Portugal Telecom e Oi (Brasil) assinaram um acordo de intenções para a fusão das duas empresas, e das holdings da operadora brasileira, constituindo uma entidade única liderada por Zeinal Bava.

+++ 2014 +++

- Em 20 de março, a Autoridade da Concorrência confirma a aprovação da fusão e sete dias depois as assembleias-gerais da PT e Oi aprovam o aumento de capital.

- Em 05 de maio, a PT transfere os seus ativos - MEO, Sapo, entre outros - para a Oi, como o previso no processo de fusão.

- Na sequência da crise do Banco Espírito Santo (BES), acionista de referência da PT, e do Grupo Espírito Santo (GES), a operadora é envolvida no processo e vem a esclarecer, em 30 de junho, que tinha subscrito, através de duas subsidiárias, um total de 897 milhões de euros em papel comercial da Rio Forte.

- Em 03 de julho, a Oi comunica ao mercado que desconhece o investimento da PT no papel comercial e pede esclarecimentos à PT. Entretanto, a Rio Forte não consegue reembolsar os quase 900 milhões de euros que deve à PT, pelo que o acordo de fusão com a Oi é alterado em meados de julho, fragilizando a situação da operadora.

- Em 29 de julho é anunciado que o presidente executivo e 'chairman' da PT, Henrique Granadeiro, já não faria parte do Conselho de Administração da nova empresa resultante da fusão, cujo acordo inicial previa que fosse vice-presidente e em 07 de agosto o gestor demite-se de todos os cargos na operadora de telecomunicações.

- Em 08 de setembro, os acionistas da PT aprovam o novo acordo com a Oi.

- Em 08 de outubro, o presidente executivo da Oi, Zeinal Bava, demite-se do cargo, ainda no rescaldo das aplicações financeiras da PT na Rio Forte. A saída de Bava coincide com as notícias sobre o interesse do grupo francês Altice em comprar à Oi a operadora portuguesa.

- Em 03 de novembro, a Altice propôs comprar à Oi os interesses da PT fora de África, excluindo a dívida da Rio Forte, no valor de 7.025 milhões de euros. Dois dias depois, a empresária angolana Isabel dos Santos manifestou disponibilidade para "integrar uma solução" para a operadora que promovesse "a defesa do interesse nacional".

- Em 09 de novembro, a Terra Peregrin -- Participações SGPS, da empresária angolana Isabel dos Santos, lança uma OPA sobre a totalidade das ações da PT SGPS (atual Pharol), no valor de 1,21 mil milhões de euros.

- Em 30 de novembro, a Altice sobe a oferta em 375 milhões de euros para 7.400 milhões de euros.

- A administração da Oi aprova por unanimidade a venda da PT Portugal à Altice em 05 de dezembro e quatro dias depois é assinado o acordo definitivo.

+++ 2015 +++

- Em 02 de junho, a Altice conclui a aquisição da PT Portugal

+++ 2017 +++

- Em 30 de junho foi tornado público que a PT Portugal iria transferir 118 trabalhadores para as empresas do grupo Altice - Tnord e Sudtel - e ainda para a Visabeira, utilizando a figura de transmissão de estabelecimento, cujo processo estará concluído este mês. No início de junho, a empresa já tinha anunciado a transferência de 37 trabalhadores da área informática da PT para a Winprovit. No total, são 155 trabalhadores transferidos.

- Em 05 de julho, os sindicatos afetos à PT Portugal anunciam a convocação de uma greve geral para 21 de julho contra a transferência de trabalhadores para outras empresas do grupo Altice e parceiros, além de um conjunto de ações de protesto.

- Em 14 de julho, a Altice anuncia que chegou a acordo com a espanhola Prisa para a compra da Media Capital, dona da TVI, numa operação avaliada em 440 milhões de euros.

- Quatro dias depois, a Altice anuncia que Cláudia Goya é a nova presidente executiva da PT, substituindo Paulo Neves e assumindo o cargo imediatamente. Este último mantém-se como presidente do Conselho de Administração do grupo em Portugal e irá liderar o processo regulatório da compra da Media Capital e a coordenação entre os ativos portugueses da Altice.

- Às 0:00 de 21 de julho os trabalhadores da PT entram em greve, a primeira em mais de 10 anos, em protesto contra a transferência dos trabalhadores e pela situação laboral da empresa.

AdChoices
AdChoices

Mais de O Jogo

image beaconimage beaconimage beacon