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Curdos do Iraque prontos para definir fronteiras se Bagdad recusar independência

Logótipo de O Jogo O Jogo 11/09/2017 Administrator

O Presidente do Curdistão, Massud Barzani, assegurou que está preparado para definir as fronteiras de um futuro Estado curdo independente se o Iraque não aceitar um voto pela independência no referendo previsto para daqui a duas semanas.

Numa entrevista à BBC divulgada hoje, Barzani disse que quer chegar a um acordo com o Governo central, se os curdos optarem pela independência.

O governo autónomo do Curdistão decidiu em junho realizar um referendo consultivo sobre a independência a 25 de setembro, mas o Governo central iraquiano rejeitou a possibilidade, considerando que uma tal consulta é inconstitucional.

Barzani repetiu a posição expressada por responsáveis curdos, de que uma vitória do 'sim' não vai desencadear uma declaração automática de independência, mas reforçar a posição negocial dos curdos nas longas conversações com o governo central que se seguirão.

"Este é o primeiro passo. Esta é a primeira vez na história que o povo do Curdistão decidirá livremente o seu futuro", disse Barzani à emissora britânica.

"Depois, vamos iniciar conversações com Bagdad, chegar a um acordo sobre as fronteiras, a água e o petróleo", acrescentou.

A votação realiza-se nas três províncias autónomas que constituem o Curdistão iraquiano -- Dahuk, Irbil e Sulaimaniya -- e em zonas que não integram a administração autónoma como Kirkuk, Makhmour, Khanaqin e Sinjar.

Sobre Kirkuk, Barzani advertiu que os curdos estão dispostos a combater contra qualquer grupo que tente mudar pela força "a realidade" existente na cidade petrolífera, controlada pelas forças curdas 'peshmergas' desde a retirada do exército iraquiano ante o avanço do grupo extremista Estado Islâmico, em junho de 2014.

"Não dizemos que Kirkuk pertence unicamente aos curdos, Kirkuk devia ser símbolo da coexistência de todas as etnias. Se o povo de Kirkuk votar 'não' no referendo, vamos respeitar o voto, mas não aceitamos que ninguém nos impeça a realização do referendo lá", disse.

Os curdos do Iraque, que representam 15% a 20% de uma população de 37 milhões, têm enfrentado décadas de repressão pelo Governo de Bagdad e só adquiriram uma autonomia após a primeira Guerra do Golfo, em 1991.

Além do Iraque, a Turquia e o Irão, que contam importantes comunidades curdas nos seus territórios, manifestaram oposição à realização do referendo sobre a independência.

No fim de semana, o secretário-geral da Liga Árabe, Abul Gheit, pediu um adiamento do referendo, referindo "as consequências a nível nacional e árabe", "os receios de que a região se separe do Estado iraquiano" e "os desafios que o Iraque enfrenta [...], desde logo a ameaça terrorista do grupo Estado Islâmico".

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