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Demissão conjunta dos advogados de ex-Presidente da Coreia do Sul

Logótipo de O Jogo O Jogo 16/10/2017 Administrator

Os advogados da ex-Presidente sul-coreana, atualmente a ser julgada por corrupção em Seul, apresentaram hoje a demissão conjunta, o que poderá atrasar a conclusão do processo de Park Geun-hye, noticiou a agência Yonhap.

Primeira mulher eleita Presidente na Coreia do Sul, Park foi destituída e detida em março, acusada de 18 delitos em abril, num escândalo de corrupção que implica grandes empresas do país, como a Samsung.

Desde de março que Park está a responder por abuso de poder ou ainda corrupção.

Na semana passada, a detenção provisória da ex-Presidente foi prolongada seis meses, com o tribunal a argumentar existir o risco de destruição de provas caso Park fosse libertada.

A demissão dos advogados da antiga Presidente serviu para protestar contra a manutenção de Park em detenção, que consideraram tratar-se de um atentado à presunção de inocência, indicou a agência sul-coreana Yonhap.

"Chegados à conclusão de que qualquer argumento da defesa é inútil, decidimos apresentar a demissão", declarou ao tribunal um dos advogados, Yoo Yeong-ha.

O tribunal pediu que refletissem sobre a decisão, que paralisa os debates, uma vez que o processo não pode prosseguir sem advogado de defesa.

Se a equipa de advogados de Park não regressar, será atribuído à ex-Presidente um advogado oficioso, o que atrasará consideravelmente o processo, com mais de 100 mil páginas.

"Cheguei à conclusão ser inútil acreditar que o tribunal pode gerir o caso, tendo apenas em conta a Constituição e a sua consciência", disse Park, numa das primeiras declarações ao tribunal, após a abertura dos debates, denunciando a pressão da opinião pública e política.

Estes seis últimos meses foram "uma fase horrível e miserável", afirmou a ex-Presidente, que reafirmou uma vez mais a sua inocência.

"Jamais aceitei ou pedi favores durante o meu mandato. Creio que, ao longo do processo, ficou claro que as suspeitas não se confirmavam", disse.

Filha do ex-ditador Park Chung-Hee, Park Geun-hye é o terceiro antigo Presidente a ser julgado por corrupção, num país onde são regularmente denunciadas as relações pouco claras entre o poder político e as grandes empresas sul-coreanas.

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