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Depressão em Luanda agravada por excessos no consumo de álcool - Hospital

Logótipo de O Jogo O Jogo 20/10/2017 Administrator

O Hospital Psiquiátrico de Luanda atendeu só em outubro 598 pacientes com depressão, sobretudo jovens, e quase metade dos quais relacionados com o consumo excessivo de álcool, informou hoje a direção daquela unidade, manifestando-se "muito preocupada".

Em declarações à imprensa, à margem das quintas jornadas científicas do Hospital Psiquiátrico de Luanda, a diretora da instituição, Antónia de Sousa, considerou mesmo que os jovens estão a "deteriorar-se" com o consumo excessivo do álcool.

Dos casos atendidos com quadro de depressão, 245 estavam relacionados com o consumo de álcool em excesso.

"Esses números são muito preocupantes. Estamos preocupados e chamamos a atenção à sociedade, sensibilizando a população, porque os jovens estão a deteriorar-se a cada dia que passa", disse.

"Vamos conversar sobre a depressão" é o lema das quintas jornadas científicas do Hospital Psiquiátrico de Luanda, uma alusão ao Dia Mundial da Saúde.

Na ocasião, a responsável avançou ainda dados sobre a evolução da depressão registados pelo hospital nos últimos anos, considerando que anualmente os números no banco de urgência da unidade hospitalar tendem a aumentar.

Em 2014, num total de 28.579 pacientes atendidos no banco de urgência, 4.276 eram pacientes com depressão e em 2015, entre 30.418 pacientes, 4.665 correspondiam a casos de depressão.

"Em 2016, dos 29.693 vistos na urgência, 4.725 são casos de depressão", revelou.

Na abertura do encontro o secretário de Estado da Saúde para Área Hospitalar de Angola, Valentim Altino Matias, disse que entre 2014 e 2016 foram assistidas 24.277 pessoas com transtornos de humor, conforme dados sobre saúde mental da Rede Integrada de Serviços de Saúde Mental, relativos às províncias de Luanda, Huíla, Malanje, Huambo, Benguela e Cabinda, juntamente com os dados do Hospital Psiquiátrico de Luanda.

"Vivemos um período de busca incessante de orientações na prática médica e em outras ciências ligadas à saúde mental, a evolução é constante e por esta razão faz sentido que os profissionais da saúde compreendam os fenómenos que constituem a constante mutualidade", exortou o governante.

Depressão e álcool, abordagem cognitiva e comportamento na depressão e ainda os cuidados de enfermagem a pacientes com depressão foram alguns temas abordados nestas jornadas por especialistas angolanos ligados ao setor.

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