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Deputados municipais de Lisboa querem continuidade da Universidade para a Terceira Idade

Logótipo de O Jogo O Jogo 24/07/2017 Administrator

A Assembleia Municipal de Lisboa vai apreciar na terça-feira uma recomendação da Comissão Permanente de Cultura para que a câmara "celebre um contrato com a Universidade Internacional para a Terceira Idade, que assegure a sua continuidade".

A sétima Comissão Permanente (de Cultura, Educação, Juventude e Desporto) analisou o assunto no seguimento de uma petição que reuniu 415 assinaturas e pedia a intervenção da Assembleia Municipal de Lisboa (AML) no processo desta instituição, que conta com cerca de 800 alunos.

O documento expunha que a Universidade Internacional para a Terceira Idade (UITI) "precisa de ver definido contratualmente o seu espaço, o valor da renda e o período de utilização, de forma a abrir inscrições para o próximo ano letivo".

A universidade ocupa, desde a sua criação, há quase 40 anos, o rés-do-chão e o primeiro andar do prédio número 85 da Rua das Flores, espaços que se encontram degradados devido à falta de manutenção.

Em abril, a universidade suspendeu as aulas por questões de segurança, até ser encontrado um novo espaço ou a Câmara de Lisboa, proprietária do atual edifício, permitir a realização de obras.

O município sugeriu à instituição quatro possíveis alternativas, na Alta de Lisboa, junto à estação ferroviária de São Domingos de Benfica, na Avenida das Forças Armadas e na Rua Maria Andrade, tendo sido este último o escolhido pela direção da UITI.

Contudo, a petição informa que "as rendas técnicas apresentadas pela Câmara de Lisboa, de 4.640 euros na Rua Maria Andrade e de 7.600 euros para a Rua das Flores são absolutamente incomportáveis para a UITI, uma vez que é uma instituição sem fins lucrativos, ativa há mais de 40 anos".

A petição salienta também que, "com estas rendas, está a Câmara Municipal a ditar o fim da UITI", uma vez que "o valor simbólico pago anualmente pelos alunos ronda os 100 euros, não cobrindo as despesas de funcionamento na sua totalidade".

Neste âmbito e a par da celebração do contrato, os deputados da AML recomendam à câmara (de maioria PS) que "atribua uma bonificação sobre futuras rendas, atendendo ao facto de a UITI vir prestando um serviço público há longos anos na cidade de Lisboa, em igualdade de circunstâncias com as restantes 22 universidades e academias seniores existentes em Lisboa".

Os eleitos pedem também que seja disponibilizado o "imóvel sito na Rua Maria Andrade durante o período da realização das obras que irão decorrer no prédio n.ºs 81 - 85 da Rua das Flores", trabalhos que deveram decorrer "com a celeridade possível, atendendo aos prazos previstos para a realização das inscrições de alunos na UITI".

Por fim, os deputados municipais da sétima Comissão Permanente advogam que o município deve diligenciar a "limpeza urgente do logradouro do prédio da Rua das Flores n.ºs 81 - 85, atendendo aos perigos de incêndio e de salubridade".

A reunião plenária de terça-feira vai contar também com um debate de atualidade subordinado ao tema das "Unidades Hospitalares de Lisboa Central", requerido pelo grupo municipal do Partido Ecologista "Os Verdes".

Do Centro Hospitalar de Lisboa Central fazem parte os hospitais dos Capuchos, Curry Cabral, São José, D. Estefânia, Santa Marta e a Maternidade Alfredo da Costa, unidades que podem estar em causa com a construção do novo hospital Lisboa Oriental.

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