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Deputados pró-democratas em Hong Kong pedem libertação de ativista chinês Liu Xiaobo

Logótipo de O Jogo O Jogo 12/07/2017 Administrator

Vinte e quatro deputados pró-democracia de Hong Kong apresentaram uma petição a instar o governo chinês a autorizar o Nobel da Paz Liu Xiaobo, vítima de cancro em fase terminal, a receber tratamento ao estrangeiro, informa a imprensa local.

"Queremos que Liu Xiabo seja libertado, e queremos que ele possa receber tratamento médico no estrangeiro. Este é o desejo dos pró-democratas e também o desejo de muitas pessoas em Hong Kong. Gostaria que o governo central ouvisse isso", disse Ted Hui, do partido Democrático, citado pela Rádio e Televisão Pública de Hong Kong (RTHK).

"Atendendo a que a condição de saúde de Liu Xiaobo atingiu o momento mais crítico, instamos o governo central a agir com humanidade e a possibilitar o mais breve possível que o Sr. Liu receba tratamento no estrangeiro na companhia da sua mulher, Liu Xia, e familiares", indica a petição, segundo o jornal South China Morning Post.

A petição surge depois de, na semana passada, o Conselho Legislativo (parlamento), dominado pelas forças políticas pró-Pequim, ter votado contra a proposta do deputado Ted Hui para um debate sobre o caso de Liu Xiaobo.

Segundo as regras de procedimento do Legco, os membros podem apresentar uma petição mas nenhum discurso, debate ou votação deve ser feito.

Nas últimas duas semanas, nomeadamente desde a visita do Presidente da China, Xi Jinping, a Hong Kong, têm-se multiplicado os protestos naquela região administrativa especial chinesa pela libertação do ativista chinês, de 61 anos.

Liu Xiaobo sofre de falência respiratória e os médicos pediram para entubá-lo, mas a família rejeitou, anunciou hoje o hospital onde está internado.

Liu necessita de ventilação mecânica. A família, contudo, opôs-se a que se realize uma intubação endotraqueal, detalhou o hospital, em comunicado.

"O paciente está em estado crítico. O hospital está a tentar salvar a sua vida através de todos os meios. A família foi informada", lê-se na mesma nota.

Liu foi detido em dezembro de 2008 e condenado no ano seguinte a 11 anos de prisão por "incitar à subversão", após ter ajudado a redigir a Carta 08, um manifesto político que apela a reformas democráticas e ao respeito pelos direitos humanos no país asiático.

Distinguido com o prémio Nobel da Paz em 2010, Liu Xiaobo foi em junho colocado em liberdade condicional e transferido desde a prisão onde esteve nove anos para o hospital, após lhe ter sido diagnosticado, em maio, um cancro no fígado em fase terminal.

A falência respiratória do ativista ocorre um dia depois de o hospital informar que o estado de Liu se teria agravado, sofrendo uma infeção abdominal, peritonite, disfunção de órgãos e choque sético.

Os Estados Unidos e a União Europeia e organizações de defesa dos Direitos Humanos têm apelado a Pequim para que deixe Liu e a sua família procurar tratamento médico no estrangeiro.

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