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"Desde miúdo convivi com cobranças por causa do meu pai"

Logótipo de O Jogo O Jogo 24/05/2017 Alcides Freire

Médio-ofensivo de origem, Mattheus Oliveira ganhou destaque no Estoril a jogar mais recuado, numa função que lhe deu mais confiança e a possibilidade de controlar a distribuição de jogo

Ajudar a tirar o Sporting da longa espera de 15 anos sem o título da Liga é um desafio e tanto para os reforços. Mas nada que assuste o filho de um dos maiores avançados da história do futebol brasileiro. Desafiado "desde que nasceu", tendo em vista a pressão exercida pela sombra do pai Bebeto, Mattheus Oliveira está pronto para agarrar a "oportunidade de ouro". Em qualquer vaga no meio-campo ou até mesmo na baliza, diz a O JOGO.

Chega ao Sporting tendo feito uma boa época como médio mais recuado no Estoril. Como foi deixar de ser médio-ofensivo?

Foi tranquilo, até porque não deixo de atacar. Gosto de ter a bola nos pés, então a mudança foi boa, o jogo todo passa por mim agora. Passei a ter mais destaque desde que deixei de ser médio-ofensivo. Procurei crescer e evoluir defensivamente, e até agora está a dar certo, tem sido muito bom. Também ganhei mais confiança com a troca de posição. Sempre fiz questão de dizer: um jogador sem confiança não é nada.

A mudança de posição foi determinante para chamar a atenção do Sporting?

Na verdade, acho que foi mais pela disponibilidade de jogar em várias posições; só neste ano já joguei como médio-ofensivo, extremo, trinco e, agora, oito. Por participar mais nos jogos e também pela minha qualidade técnica, acabei por aparecer mais. Sou um médio, então fico à vontade para jogar defensiva ou ofensivamente.

Já avisou Jorge Jesus que pode jogar até na baliza?

risos] Não avisei ainda, mas se tiver de avisar, sem problema. Até a guarda-redes posso jogar...

O presidente Bruno de Carvalho cobrou títulos no dia da sua apresentação?

Mattheus Oliveira com Adrien © Fornecido por O jogo Mattheus Oliveira com Adrien

Não chegámos a ter uma conversa profunda, mas percebi facilmente que é um dirigente muito ambicioso. Quer ser campeão nacional, quer ver o Sporting voltar aos títulos. Transmitir isto aos novos jogadores é importante.

Preparado para enfrentar a pressão de tirar o Sporting do vazio de títulos na Liga?

Isto deixa-me mais motivado ainda, aceitei o desafio por isto também. De facto, não pensei duas vezes antes de assinar com o Sporting. Quero ser campeão nacional, quero colocar o Sporting a conquistar títulos outra vez. Um clube como o Sporting precisa de estar sempre a ganhar. Tenho ganância de títulos.

De onde vem tamanha ganância?

Já nasci a ser desafiado. Tenho de estar sempre a ser melhor que os outros, sempre tive de fazer três vezes mais. Desde miúdo convivi com cobranças [por causa do pai, o antigo avançado Bebeto], não podia dar brechas para que as pessoas falassem qualquer coisa. Ser contratado por um clube gigante como o Sporting já é, por si só, uma grande cobrança. Jogar no Sporting é uma oportunidade de ouro, estou pronto e motivado.

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