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Desnutrição crónica afeta 41% dos menores de 5 anos na República Centro-Africana

Logótipo de O Jogo O Jogo 17/10/2017 Administrator

Genebra, Suíça 17 out (Lusa) - Duas em cada cinco crianças com menos de cinco anos na República Centro-Africana sofrem de desnutrição crónica, revelou hoje a coordenadora humanitária das Nações Unidas naquele país, Najat Rochdi.

Os confrontos entre grupos armados no país africano intensificaram-se em maio último, deixando isoladas várias zonas do país, em especial no sudeste. As organizações não governamentais tiveram de sair das regiões mais afetadas pelos combates e a ONU apenas consegue aceder de forma pontual, com operações aéreas.

Esta situação faz com que metade da população do país dependa de ajuda externa para sobreviver e que, nas zonas do sudeste, a ONU "nem saiba o que se passa", informou em conferência de imprensa Najat Rochdi.

A ONU vai enviar de urgência, esta semana, uma equipa para avaliar a situação no terreno, atender os casos mais urgentes e ver as possibilidades de retomar a assistência, apesar da precária situação de segurança.

As últimas estimativas apontam para uma taxa de desnutrição crónica de 41% dos menores de cinco anos em todo o país. Por outro lado, a ajuda humanitária destinada à República Centro-Africana - que ascende a 497,3 milhões de dólares, estima a ONU - apenas está financiada em 39%.

"Isto significa que deixamos de fazer 61% das coisas que deveríamos fazer: alimentar, proteger, cuidar, prestar cuidados sanitários", disse Najat Rochdi.

Outra consequência direta da intensificação do conflito é que se registou um aumento de 50% no número de deslocados no país, atualmente cifrado em 600 mil pessoas.

A estes somam-se os cerca de 500 mil refugiados que fugiram para os Camarões, o Chade ou a República Democrática do Congo.

Rochdi propôs também aumentar o número de soldados e polícias que integram a Missão da ONU no país, a MINUSCA.

"Atualmente a MINUSCA integra 10.000 militares e 1.600 polícias. Num país que tem o tamanho da França e da Bélgica juntas trata-se, literalmente, de uma 'missão impossível'", concluiu.

A MINUSCA integra também uma força portuguesa, constituída por 160 militares - 156 do Exército, entre os quais 111 Comandos, e quatro da Força Aérea.

A República Centro Africana, com 4,5 milhões de habitantes, vive desde 2013 um conflito civil entre a coligação rebelde Seleka, maioritariamente muçulmana, que depôs o então Presidente, François Bozizé, e a milícia anti-Balaka, que é na sua maioria cristã.

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