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Dezenas de milhares assistem no Irão a funeral de militar degolado na Síria

Logótipo de O Jogo O Jogo 27/09/2017 Administrator

Dezenas de milhares de iranianos assistiam hoje em Teerão ao funeral de um jovem militar, Mohsen Hodjadji, decapitado pelo grupo extremista Estado Islâmico na Síria em agosto, segundo imagens transmitidas pela televisão nacional.

Em resposta ao apelo das autoridades, uma multidão encheu a praça Imam-Hossein a partir das 7:15 (4:45 em Lisboa).

Os Guardas da Revolução, unidade de elite das forças militares do Irão, proibiram a imprensa estrangeira de cobrir o funeral, segundo a agência France-Presse.

A meio do dia, as imagens transmitidas pela televisão mostravam que a multidão ultrapassou em grande número os limites da praça, que tem mais de um hectare, e estendeu-se por mais de três quilómetros pelas avenidas que desembocam na praça.

O caixão do militar de 25 anos foi exposto na praça numa grande tenda branca.

A captura e a morte de Hodjadji tiveram grande repercussão no Irão, desencadeando uma rara manifestação popular de apoio, sobretudo nas redes sociais, à intervenção militar do Irão na Síria e no Iraque.

A calma demonstrada pelo jovem voluntário num vídeo divulgado pelo grupo 'jihadista', em que acaba por ser degolado, deram origem a uma profusão de representações do "mártir" em cartazes gigantes e pequenas imagens distribuídas nas ruas.

As imagens do cortejo fúnebre foram marcadas pelo preto das roupas da maioria das pessoas, os cartazes com a cara de Hodjadji e numerosas bandeiras encarnadas, simbolizando o sangue dos mártires.

O guia supremo da República Islâmica, o 'ayatollah' Ali Khamenei prestou homenagem ao jovem militar e deu as condolências à família, numa cerimónia realizada antes do desfile fúnebre.

Hodjadji foi capturado em agosto na Síria, perto da fronteira com o Iraque, e o seu corpo repatriado esta semana, depois de um acordo entre a milícia xiita Hezbollah e o Estado Islâmico.

O Irão apoia os governos de Damasco e de Bagdad com assessores militares e milicianos voluntários, centenas dos quais foram mortos, segundo a versão oficial, na defesa dos santuários xiitas.

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