Está a utilizar uma versão de browser mais antiga. Utilize uma versão suportada para obter a melhor experiência possível com o MSN.

Dinamarqueses ganham obra de 186 MEuro em Angola

Logótipo de O Jogo O Jogo 17/08/2017 Administrator

Uma empresa dinamarquesa foi selecionada pelo Governo angolano para realizar obras complementares das ligações da nova barragem de Laúca, a maior do país, num negócio avaliado em mais de 186 milhões de euros.

A contratação da New Horizons of Infrastructure of Denmark foi autorizada por despacho do Presidente angolano, José Eduardo dos Santos, e tendo em conta os "benefícios" e a "contribuição significativa para o desenvolvimento económico e social do país" do Aproveitamento Hidroelétrico de Laúca, na província de Malanje.

A autorização do chefe do Estado, deste mês e à qual a Lusa teve hoje acesso, envolve obras complementares no sistema de transporte associado ao aproveitamento hidroelétrico, entre Laúca e Kilamba (Luanda), de 400 KV, bem como a ampliação das subestações de Capanda, Laúca e compensação reativa na subestação do Cavaco, na província de Benguela.

O contrato, que envolve o Ministério da Energia e Águas de Angola e a New Horizons of Infrastructure of Denmark, está avaliado em 220,5 milhões de dólares (186 milhões de euros), de acordo com o mesmo documento, a que a Lusa teve acesso.

Paralelamente, foi ainda autorizada a compra de uma turbina aero-derivativa móvel da General Electrics, com capacidade para produção de 31 MegaWatts (MW), a fornecer pela empresa Aenergia, por 30,3 milhões de dólares.

O Aproveitamento Hidroelétrico de Laúca foi inaugurado a 04 de agosto, pelo Presidente angolano, José Eduardo dos Santos, entrando em funcionamento o primeiro grupo gerador, debitando na rede nacional os primeiros 334 MW de eletricidade.

Trata-se de uma obra que arrancou em 2012, a cargo da construtora brasileira Odebrecht, que ainda subcontratou várias empresas de origem portuguesa, como a Somague Angola, Teixeira Duarte, Epos, Tecnasol e Ibergru, com mais de 250 trabalhadores, além de 130 empresas angolanas.

Considerada a maior obra de engenharia civil de sempre em Angola, e a segunda maior barragem em África, servirá para abastecer oito milhões de pessoas, chegando em 2018 às províncias do centro do país, como o Huambo e Bié.

Foi encomendada pelo Estado angolano por 4,3 mil milhões de dólares (3,6 mil milhões de euros), envolvendo financiamento da linha de crédito do Brasil e movimentou, nas várias fases, cerca de 13.000 trabalhadores.

Desde 11 de março - na altura também na presença do chefe de Estado angolano -, que o enchimento em Laúca condicionou a operação nas restantes barragens do rio Kwanza, devido ao reduzido caudal, limitando o fornecimento de eletricidade da rede pública a Luanda, por norma, a poucas horas por dia.

Com um volume de água de albufeira de mais de 2.500 milhões de metros cúbicos, o enchimento da barragem de Laúca só terminará em 2018, com a elevação até à quota 850, completando o reservatório na sua totalidade.

Nessa altura estarão em funcionamento as seis turbinas que estão instaladas, totalizando 2.070 MW de eletricidade, mais do dobro da capacidade das duas barragens - Cambambe (960 MW) e Capanda (520 MW) - já em funcionamento no rio Kwanza.

AdChoices
AdChoices

Mais de O Jogo

image beaconimage beaconimage beacon