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Diretora da Amnistia Internacional na Turquia interrogada por procurador

Logótipo de O Jogo O Jogo 17/07/2017 Administrator

Uma dezena de militantes de direitos humanos, incluindo a diretora da Amnistia Internacional (AI) na Turquia, foram hoje conduzidos a um tribunal de Istambul para serem interrogados e são passíveis de uma acusação, referiu aquela organização não governamental (ONG).

Idil Eser, diretora da AI para a Turquia, inclui-se entre os oito militantes de direitos humanos que foram presos no início de julho durante um curso de formação sobre gestão e segurança informática na ilha de Büyükada, próxima de Istambul.

Dois formadores deste seminário', um sueco e um alemão, também foram detidos e permanecem sob custódia policial.

Suspeitos de "integrarem uma organização terrorista armada", os 10 militantes compareceram hoje pela primeira vez perante um procurador desde a sua detenção.

A expressão "organização terrorista" é utilizada com frequência pelas autoridades turcas para designar os apoiantes do clérigo Fethullah Gülen, acusado de ter fomentado o fracassado golpe militar de 15 de julho de 2016, ou os separatistas curdos do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK).

"Das duas uma, ou estas pessoas vão ser finalmente libertadas, ou serão colocadas em detenção na perspetiva de um processo", declarou frente ao tribunal Andrew Gardner, investigador da Amnistia especialista em Turquia.

"É um teste para a justiça turca. A Turquia cairá em desgraça aos olhos do mundo caso estes militantes sejam enviados para a prisão por terem defendido os direitos humanos", considerou.

Estas detenções ocorreram um contexto de purgas em larga escala desde a tentativa de golpe de Estado. Mais de 50.000 pessoas, incluindo opositores políticos do Presidente Recep Tayyip Erdogan, membros de ONG e jornalistas permanecem na prisão.

Na semana passada, precisou a agência noticiosa France-Presse, Erdogan acusou publicamente os militantes de conduzirem atividades "na continuidade do [golpe de] 15 de julho", sem mais precisões.

A prisão destes militantes de direitos humanos suscitou reações entre os parceiros ocidentais de Ancara. O Conselho da Europa, onde se inclui a Turquia, exigiu assim a sua "libertação imediata".

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