Está a utilizar uma versão de browser mais antiga. Utilize uma versão suportada para obter a melhor experiência possível com o MSN.

Diron Animal dos Throes + The Shine lança álbum a solo pela britânica Soundway

Logótipo de O Jogo O Jogo 30/07/2017 Administrator

Diron Animal, dos Throes + The Shine, lança em outubro o primeiro álbum a solo, "Alone", pela britânica Soundway, um trabalho que materializa as músicas que foi cantando para si durante anos, na rua ou em casa.

O álbum é uma miscelânea de influências, uma "mistura de culturas" que reflete o próprio percurso de Diron, jovem luso-angolano que cresceu no bairro da Cazenga, em Luanda, e que há cerca de dez anos vive em Portugal, no Porto.

Para "Alone", foi beber às músicas que os seus pais ouviam quando tinha 13 ou 14 anos, como a banda de São Tomé África Negra ou 'singles' da editora angolana Rebita, mas também aos estilos que acabou por consumir e descobrir já na Europa, explicou o artista à Lusa.

Entre África e Europa, surge um disco longe do que tem feito nos Throes + The Shine, banda que funde kuduro e rock, disse Diron Animal.

A editora britânica Soundway fala de um disco com ritmos hipnotizantes, baixos vincados e letras que deambulam entre o português, o kimbundu (segunda língua mais falada em Luanda) e o inglês.

"É um disco divertido", com o objetivo de fazer "as pessoas dançar", explica.

O álbum só agora vê a luz do dia, mas é "um desejo antigo" de Diron.

Para Diron Animal, fazia sentido "despejar de vez para outro lado e para outro sítio" aquilo que foi criando e que não se enquadrava nos Throes + The Shine.

"Queria ser livre e deixar fluir", salienta o músico, que faz as suas roupas, vídeos e, para o trabalho a solo, fez a capa do disco, que conta com a colaboração do sul-africano Spoek Mathambo na faixa "NCrazy".

O trabalho, como sugere o nome do disco, foi sendo criado apenas pelas mãos de Diron, que produziu o disco todo do início ao fim.

"Gastei muito tempo a estruturar o disco, a nível de pensamento", nota o artista que diz que as músicas vão surgindo enquanto anda na rua ou a arrumar a casa.

"Muitos refrãos foram feitos a andar em transporte público", conta o jovem, que ganhou o hábito de cantar para si - na rua ou em casa.

Em vez de cantar músicas dos outros, vai inventando refrãos de improviso e, quando gosta, grava no telemóvel.

"Penso também como as empresas. Vejo o que as pessoas ouvem e penso levar um bocado daquilo que se está a fazer e dar um toque na minha música", explica o artista, vincando logo a seguir que não gosta "de modas", mas que se está no verão não veste "roupa de inverno".

"Há que olhar para aquilo que se está a passar", realçou.

Depois de ter o disco terminado, teve uma mão de Pedro Coquenão, dos Batida, que enviou as faixas à editora britânica Soundway.

A partir daí, seguiu-se um processo de mais de seis meses que culmina com o lançamento, em outubro, de "Alone", que terá concertos de apresentação em Lisboa e no Porto.

O álbum é mais um passo no caminho de Diron, que chegou a Portugal com cerca de 17 anos para estudar, trazendo já na bagagem uma infância ligada à música: cantou no coro da igreja, tocou percussão num grupo de capoeira e fez hip hop com os amigos no bairro da Cazenga.

O disco, explica, reflete esse mesmo percurso, balançando entre África e Europa, entre o seu passado e o seu presente.

AdChoices
AdChoices

Mais de O Jogo

image beaconimage beaconimage beacon