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Disciplina de Cidadania e Desenvolvimento avança em 235 escolas do país

Logótipo de O Jogo O Jogo 15/09/2017 Administrator

Duzentas e trinta e cinco escolas do país vão começar já este ano letivo a lecionar a disciplina de Cidadania e Desenvolvimento, que visa promover uma sociedade mais justa e inclusiva através da educação, foi hoje anunciado.

O ensino desta disciplina avança no âmbito da Estratégia Nacional para a Cidadania que foi hoje apresentada na Covilhã, distrito de Castelo Branco, numa cerimónia em que marcaram presença o ministro Ajunto, Eduardo Cabrita, o ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, a secretária de Estado para a Cidadania e Igualdade, Catarina Marcelino, e o secretário de Estado da Educação, João Costa.

A sessão decorreu na Escola Secundária da Quinta das Palmeiras, considerada por todos os intervenientes como um "modelo" na implementação de projetos e práticas inovadoras de aprendizagem e que também integra o conjunto de escolas que vão passar a ter a disciplina de Cidadania.

Segundo foi hoje explicado, as escolas abrangidas são as mesmas que estão já no projeto de Autonomia e Flexibilidade Curricular, sendo que, a partir do próximo ano letivo, o objetivo é alargar formalmente esta disciplina a todas as escolas do país.

"Este é um projeto-piloto que serve para nos preparar para os próximos anos e que vem 'legitimar' muitas das práticas que já aconteciam nas nossas escolas e que agora ficam regulamentadas e que acabam por acontecer com outra robustez", esclareceu o ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues.

O governante destacou a importância desta área passar a estar formalmente prevista e estruturada nos currículos e lembrou que a "preparação dos cidadãos mais novos para a cidadania é "urgente", já que aponta para o "desígnio inequívoco" de "formar cidadãos que preservem e possam construir um Portugal cada vez mais democrático, cada vez mais inclusivo e, por isso mesmo, cada vez mais sustentável".

Uma importância igualmente destacada pelo ministro Adjunto, Eduardo Cabrita, que lembrou que, com este programa, se está a dar mais um passo no caminho para uma "sociedade mais feliz, de um país mais inclusivo, de uma sociedade mais participativa e mais solidária".

Eduardo Cabrita frisou ainda a importância de o lançamento desta iniciativa ter sido realizado numa cidade e numa escola do Interior, onde, como se verificou ao longo da visita, a "excelência também tem lugar".

Uma escola que avançará desde já com o ensino da Cidadania e Desenvolvimento, que fica inscrita na área da Ciências Sociais e Humanas e que fará parte do currículo nacional, sendo que, na fase piloto abrangerá os anos iniciais de cada ciclo de ensino, ou seja, 1.º, 5.º, 7.º e 10.º anos.

No primeiro ciclo, a disciplina tem uma natureza transdisciplinar e nos segundos e terceiros ciclos será uma disciplina autónoma e com avaliação, tal como qualquer outra unidade curricular, como por exemplo português ou matemática.

No primeiro ciclo do ensino básico a avaliação é qualitativa e nos segundos e terceiro ciclos do ensino básico e no ensino secundário será quantitativa, contribuindo também para a média do aluno.

Em termos curriculares, o ensino será organizado por três grupos com implicações diferenciadas; o primeiro é obrigatório para todos os níveis e ciclos de escolaridade e tratará de temas como os direitos humanos, a igualdade de género, a interculturalidade, o desenvolvimento sustentável, a educação ambiental ou a saúde.

O segundo grupo deverá abranger pelo menos dois ciclos do ensino básico e tratará de temas como os media, instituições e participação democrática, literacia financeira, educação para o consumo, sexualidade e segurança rodoviária.

Já o terceiro grupo tem aplicação opcional em qualquer ano de escolaridade e deve abordar as temáticas do empreendedorismo, mundo do trabalho, risco, segurança, defesa e paz, bem-estar anima, voluntariado, entre outras.

Serão desenvolvidos projetos específicos que podem ser articulados com outros projetos escolares e contar com o apoio de instituições parceiras, numa perspetiva de trabalho em rede.

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