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Disputas no Mar do Sul da China e mísseis norte-coreanos dominam reunião da Associação do Sudeste Asiático

Logótipo de O Jogo O Jogo 05/08/2017 Administrator

As divergências no Mar do Sul da China e os testes de mísseis balísticos norte-coreanos vão dominar hoje, em Manila, a reunião de ministros dos Negócios Estrangeiros da Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN).

A reunião, que está a decorrer no centro de convenções em Manila, começou a meio da manhã, sem o habitual dispositivo de segurança destes encontros.

O chefe da polícia da área metropolitana de Manila, Oscar Albayalde, afirmou que o Presidente das Filipinas, Rodrigo Duterte, manifestou desdém pelo estabelecimento de cordões de segurança, muito inconvenientes para a população. Ainda assim, a polícia destacou alguns milhares de agentes na capital e definiu zonas de exclusão aérea e marítima num perímetro em redor do local do evento.

A circulação rodoviária foi apenas interrompida à chegada dos ministros dos Negócios Estrangeiros dos 10 Estados-membros da ASEAN (Birmânia, Brunei, Camboja, Filipinas, Indonésia, Laos, Malásia, Singapura, Tailândia e Vietname).

No domingo, o chefe da diplomacia chinesa deverá assinar o acordo-quadro do código de conduto no Mar do Sul da China com os homólogos da ASEAN, para que as negociações avancem sobre as disputas naquele mar entre Pequim e vários Estados-membros.

Filipinas, Brunei, Malásia e Vietname disputam com Taiwan e China a soberania de várias ilhas no Mar do Sul da China, um espacço marítimo estratégico e rico em recursos naturais, que Pequim reclama na quase totalidade.

Os diferendos com a China, que incluem as ilhas Spratly, entre outros enclaves marítimos, puseram à prova, nos últimos anos, a coesão interna da ASEAN, depois de o Camboja e o Laos terem defendido os interesses de Pequim.

Nos últimos anos, o Governo chinês construiu instalações, que podem ter uma utilização militar, em ilhas artificiais, o que preocupa os países vizinhos e também os Estados Unidos, que mantêm interesses na região.

Os dez chefes da diplomacia do Sudeste Asiático vão ainda manifestar a preocupação em relação aos contínuos testes de mísseis balísticos pelo regime norte-coreano de Kim Jong-un, antecipando a reunião do Fórum Regional da ASEAN, na segunda-feira, de acordo com o esboço da declaração conjunta a ser divulgada no final da reunião.

No Fórum regional da ASEAN participam 25 países, incluindo os Estados Unidos, a Coreia do Norte, Coreia do Sul, Japão China e Rússia.

Os dois responsáveis pela diplomacia dos Estados Unidos e da Coreia do Norte, Rex Tillerson e Ri Yong-ho, respetivamente, tem previsto um encontro à margem do fórum.

A 28 de julho, a Coreia do Norte lançou com êxito o segundo míssil balístico intercontinental da sua história, que caiu no Mar do Japão. Na sequência deste teste, Pyongyang garantiu que pode alcançar qualquer parte dos Estados Unidos com esta arma.

Os contínuos testes de armamento de Pyongyang elevaram a tensão na península coreana, com Seul, Tóquio e Washington a considerarem as ameaças do regime norte-coreano sérias e crescentes.

Fundado em 1993 pelos ministros dos Negócios Estrangeiros da ASEA, o Fórum Regional da associação pretende desenvolver o diálogo e consultas sobre questões políticas e de segurança entre as nações da região da Ásia-Pacífico.

Tal como a ASEAN, o Fórum toma decisões por consenso, o que significa que qualquer iniciativa pode ser rejeitada pela oposição de um só membro.

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