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Doze mortos em Kinshasa na véspera de protestos da oposição contra o Presidente

Logótipo de O Jogo O Jogo 07/08/2017 Administrator

A República Democrática do Congo viveu hoje confrontos de que resultaram 12 mortos em Kinshasa, segundo a polícia, que responsabilizou uma seita político-religiosa contrária ao Presidente, Joseph Kabila, na véspera de uma série de protestos convocados pela oposição.

Os distúrbios na capital ocorreram numa altura em que o gigante da África Central (com 70 milhões de habitantes e um território de 2,3 milhões de quilómetros quadrados) se encontra num impasse político, devido à continuação no poder do Presidente Kabila, após o fim do seu segundo e, de acordo com a Constituição, último mandato.

As 12 vítimas mortais foram atingidas por "balas perdidas" quando atacantes "armados com calibres 12 (espingardas de caça) e armas brancas" agrediram as forças da ordem em vários das 24 zonas da capital, uma megalópole de 10 milhões de habitantes, segundo o porta-voz da polícia nacional.

O porta-voz, Pierrot Rombaut Mwanamputu, deu conta de um "balanço provisório" de "doze pessoas atingidas por balas perdidas", num 'flash' que interrompeu, pouco depois das 14:00 (locais e de Lisboa), os programas da televisão pública (RTNC).

O coronel Mwanamputu mencionou também o "linchamento" de dois comissários de polícia, que se encontram "ambos num estado de saúde muito crítico".

"Elementos fora-da-lei ostentando faixas vermelhas à volta da cabeça apareceram, recitando orações e entoando 'slogans' hostis contra instituições legalmente criadas", prosseguiu, referindo o nome do movimento político-religioso "Bundu Dia Mayala", dirigido pelo guru e deputado Ne Muanda Nsemi, que se evadiu a 17 de maio de 2017 da prisão de Makala.

Esse movimento defende uma cisão do Congo Central (província do oeste da RDC) e é acusado de ter realizado uma série de atentados mortíferos contra símbolos do Estado desde o fim de 2016.

A agitação começou pelas 09:50 (locais e de Lisboa) em Selembao, Bumbu, Matete, Ndjili e Kimbanseke, e as forças de segurança "conseguiram restaurar a ordem em menos de duas horas, fazendo dispersar [os atacantes] com gás lacrimogéneo", segundo o oficial.

Confrontos fizeram igualmente dois mortos em Matadi, na província vizinha do Congo Central, a saída marítima da RDC para o Atlântico, indicou a mesma fonte.

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