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Duarte Caldeira defende uma equipa profissional em cada corpo de bombeiros voluntários

Logótipo de O Jogo O Jogo 23/07/2017 Administrator

O ex-presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) Duarte Caldeira defende a existência de, pelo menos, uma equipa de profissionais nos corpos de bombeiros voluntários, tendo em conta as exigências atuais do socorro.

"Hoje já não há corpos de bombeiros voluntários que possam responder às exigências do socorro se não tiverem, no mínimo, uma equipa de bombeiros profissionais", disse à agência Lusa o investigador na área da proteção civil, adiantando que ainda não existem em todas as corporações estas equipas profissionais.

Atualmente existem 166 Equipas de Intervenção Permanente (EIP), compostas por cinco elementos que estão em permanência nos corpos de bombeiros voluntários para prestar qualquer tipo de socorro, sendo financiadas 50% pelo autarquia e o restante pelo Estado.

"Temos 278 municípios no país e há 430 corpos de bombeiros. Ainda há um longo caminho a percorrer", frisou o também presidente do Centro de Estudos e Intervenção em Proteção Civil (CEIPC) e coordenador do curso em Emergência e Proteção Civil da Universidade Nova de Lisboa.

Na última semana, o Ministério da Administração Interna assinou protocolos para a criação de EIP em Vila Verde e Barreiro e até ao final do mês de julho vão ser criadas EIP em Vila Nova de Poiares e Portel, sendo ainda intenção do executivo criar 20 EIP no próximo ano.

Para Duarte Caldeira, a criação destas equipas profissionais nos bombeiros voluntários passa também por uma disponibilidade dos municípios.

"Os municípios são parte da solução e não do problema, nomeadamente dotar os corpos de bombeiros de meios humanos", afirmou.

Isto porque, sublinhou, "o problema prioritário dos corpos dos bombeiros voluntários, em especial nas zonas de maior risco florestal, no interior norte e centro, é de recursos humanos e não de equipamentos ou viaturas".

O investigador na área da proteção civil considerou também que "o maior ataque" e "a maior agressão" ao desenvolvimento do voluntariado é "retardar a profissionalização mínima de unidades de primeira intervenção nestes corpos de bombeiros".

Duarte Caldeira afirmou ainda que "são insuficientes os bombeiros profissionais" existentes no país devido à quantidade de serviços e às exigências cada vez maiores.

Números da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) indicam que, a 31 de dezembro de 2016, estavam no ativo 31.016 bombeiros, 22.796 dos quais bombeiros voluntários, 6.226 profissionais a exercer funções nos corpos de bombeiros voluntários, 538 nos bombeiros municipais e 1.194 nos sapadores, além dos 262 pertencentes à Força Especial de Bombeiros, conhecidos por 'Canarinhos'.

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