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Duas clínicas angolanas de hemodiálise ameaçam parar por dívida do Estado de 6MEuro

Logótipo de O Jogo O Jogo 25/10/2017 Administrator

As duas clínicas de hemodiálise que funcionam na província angolana de Benguela podem paralisar o funcionamento, já em novembro, se não for paga uma dívida do Estado de 1,180 biliões de kwanzas (seis milhões de euros) à empresa gestora.

Fontes hospitalares citadas pela imprensa angolana adiantam que a situação ameaça diretamente 100 pacientes, que podem ficar sem tratamento, devido à referida dívida, além dos cinco meses de salários em atraso aos profissionais daquelas clínicas.

A empresa, denominada de Instituto Angolano do Rim, tem um contrato com o Ministério da Saúde de Angola, para a prestação de serviço de hemodiálise.

Em 2016, a mesma empresa referia que nas clínicas de Benguela e do Lobito tinham sido tratados 358 doentes, dos quais 298 em Benguela, efetuadas 24.970 sessões de hemodiálise e recuperado a função renal a oito pacientes.

Além de Benguela, informou ainda a empresa, foram tratados nas províncias da Huíla e Cuanza Sul 60 outros doentes, apesar do "ambiente financeiro muito complicado", por dependerem de importações de todo o material de diálise e medicamentos.

Sobre a situação, o diretor dos Recursos Humanos do Ministério da Saúde, António Martins, referiu que parte da dívida foi já amortizada, com a liquidação de 170 milhões de kwanzas (866.730 euros) desbloqueados pelo Ministério das Finanças.

"A direção do ministério, fruto da situação que é muito sensível, tem estado a envidar esforços dentro das estruturas afins, na pessoa senhora da ministra da Saúde, que tem feito advocacia e dessa advocacia resultou o pagamento dos primeiros 170 milhões de kwanzas, na semana passada", disse o responsável em declarações à televisão pública angolana.

De acordo com António Martins, foram já cabimentados, também da verba disponibilizada para os bens e serviços, cerca de 50 milhões de kwanzas (254.920 euros) para a resolução desta situação.

"Nós temos consciência da sensibilidade que o problema representa, a questão é a vida dos pacientes que têm feito hemodialise, hoje mesmo (terça-feira) a ministra da Saúde reuniu-se com o proprietário da empresa gestora, em que ficou recomendado que daqui para diante o Ministério da Saúde assume a amortização da dívida, sempre que as condições financeiras assim permitirem", disse.

O responsável acrescentou que foi igualmente recomendada à empresa que continue a prestar a assistência aos pacientes, tendo ficado o seu compromisso de prosseguirem o trabalho, e da parte das autoridades uma interação contínua, no sentido de resolver o problema ou todas as situações que vierem a surgir.

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