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EDP Renováveis mais que duplica lucros para 134ME no primeiro semestre

Logótipo de O Jogo O Jogo 26/07/2017 Administrator

A EDP Renováveis (EDPR) mais do que duplicou (128%) os seus lucros no primeiro semestre do ano, na comparação homóloga, contabilizando 134 milhões de euros, anunciou hoje a empresa liderada por Manso Neto.

Em informação divulgada pela Comissão do Mercado dos Valores Mobiliários, a empresa acrescentou que o EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) cresceu 11% para 719 milhões de euros, "beneficiando da superior produção não obstante o aumento nos outros custos operacionais, principalmente relacionado com o crescimento da capacidade em operação".

No final de junho, a EDP Renováveis totalizava uma dívida líquida de 3.130 milhões, mais 375 milhões de euros do que no final de 2016, um valor justificado pelos investimentos realizados e pela consolidação da dívida do México, "juntamente com o fluxo de caixa gerado pelos ativos" e os "recebimentos das vendas das participações minoritárias e as conversões cambiais".

No período em apreciação, a EDPR geria uma carteira global de 10,4 gigawatt (GW) em 11 países, dos quais 10,1 GW estão consolidados integralmente e 356 megawatts (MW) consolidados pelo método de equivalência patrimonial, face a participações em Espanha e nos Estados Unidos.

Nos últimos 12 meses, a empresa adicionou 707 MW à sua capacidade instalada, dos quais 428 MW nos Estados Unidos, 200 MW no México e 79 MW na Europa.

A empresa liderada por Manso Neto precisou ainda ter produzido 14,5 Terawatt-hora (TWh) de energia limpa, numa subida de 9% em relação ao primeiro semestre do ano passado, evitando assim 12 megatoneladas (Mt) de dióxido de carbono (CO2).

"O aumento da produção beneficiou das adições de capacidade (8% de capacidade média em relação aos primeiros seis meses de 2016), juntamente com um recurso eólico médio. O fator de utilização no primeiro semestre de 2017 foi de 34%, representando 100% da média de longo prazo. No período, a EDPR manteve um alto nível de disponibilidade técnica (97,8% contra 97,9% no 1.º semestre de 2016", lê-se.

Na terça-feira, a EDP anunciou que não iria alterar o valor da Oferta Pública de Aquisição (OPA) sobre a EDP Renováveis, cujo prazo termina em 03 de agosto, mantendo o preço nos 6,75 euros por título.

"Na sequência de algumas questões levantadas" no âmbito da OPA sobre a EDP Renováveis, a EDP frisa, em nota publicada na CMVM, que "o preço da oferta não será objecto de revisão e se manterá, por conseguinte", nos 6,75 euros por acção, depois de, na segunda-feira, a gestora de ativos norte-americana MFS, que detém 4% do capital da EDP Renováveis, anunciou que não pretendia vender as suas ações pelos 6,75 euros por título oferecidos pela EDP na OPA em curso.

A Massachusetts Financial Services (MFS) considerou que a EDP Renováveis devia estar a ser negociada em bolsa por um valor "mais do que o dobro" dos 6,75 euros oferecidos pela EDP na OPA, apontando para um valor mínimo de 11,73 euros por ação, segundo uma declaração pública datada de 21 de julho.

A MFS controla 35,9 milhões de euros, sendo a maior acionista da EDP Renováveis depois da EDP, que detém a maioria do capital da empresa liderada por Manso Neto.

A entidade norte-americana apelou ainda aos outros acionistas minoritários para que levem em conta as avaliações que disponibilizou devido à OPA e que apontam para um preço muito superior ao oferecido pela EDP.

Em 05 de julho, a CMVM anunciou o registo da OPA, "geral e voluntária", lançada em março pela EDP sobre o capital da EDP Renováveis que ainda não controla, em que oferece 6,75 euros por ação, valor hoje reiterado.

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