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Eleições em Angola, Moçambique e Brasil em foco em conferência sobre negócios em português

Logótipo de O Jogo O Jogo 29/10/2017 Administrator

O impacto das eleições presidenciais em Angola, Moçambique e Brasil nas respetivas economias deverá ser abordado durante a segunda conferência "Business in Portuguese" em Londres, na terça-feira, destinada a potenciais investidores.

Entre os oradores estão representantes de instituições financeiras e entidades investidoras, como Norman Hay, presidente executivo da Kingbird Commodities, Sergio Gullo, diretor EMEA e Ásia da Bolsa de Valores do Brasil, David Lamb, presidente do Business Council for Africa, ou Sheriff Alabi, do Banco Africano de Desenvolvimento.

O impacto das eleições, nomeadamente no preço das matérias-primas, a identificação de áreas com maiores oportunidades de retorno, bem como a adaptação dos países a questões como a sustentabilidade, proteção ambiental e transparência são os assuntos dos dois painéis de especialistas, que incluem também analistas e advogados.

Convidado a intervir, Francisco Machado, gestor de investimentos da CDC, uma agência governamental britânica que tem por missão investir no setor privado em países em desenvolvimento, considera que deve ser discutida a questão da imagem que os países lusófonos têm fora de Portugal.

"A primeira coisa que se associa a Angola é corrupção, mas na realidade o nível de corrupção em Angola é tão grande ou mais pequeno do que é na Nigéria, que continua a atrair capital e investimento estrangeiro. Há uma questão de imagem e má publicidade que tem de ser apagada para construir uma melhor reputação", afirmou à agência Lusa.

Apesar de a maioria dos países da África lusófona serem estáveis, atraem pouco interesse, reconheceu, referindo que esta conferência pode, não só dar visibilidade junto de empresas e fundos de investimento baseados no Reino Unido, como também potenciar parcerias com empresas portuguesas que estão naqueles mercados.

"A grande questão em Angola é a sucessão do presidente José Eduardo dos Santos porque há a perceção de que a elite política tem bastante influência no plano económico e uma saída poderá tem impacto no ambiente económico.

Em Moçambique, a questão mais premente é o conflito entre Renamo e Frelimo no centro do país", enfatizou.

A CDC tem mais de 3.000 milhões de dólares investidos em África, mas concentrados sobretudo em projetos de maior dimensão ou transacionais, mas também investe no sul da Ásia.

"A missão da CDC é investir nos países mais difíceis de uma perspetiva de país menos desenvolvido, e nos setores que têm potencial para criar mais emprego. O nível de desenvolvimento dos países da maior parte da África lusófona tem interesse para nós. Isto não quer dizer que tenhamos uma grande exposição a esses países, porque tradicionalmente são destinos de investimento mais pequenos", justificou.

A conferência "Business in Portuguese" é organizada pela Câmara de Comércio Portuguesa no Reino Unido.

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