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Eleições no Curdistão iraquiano adiadas devido à crise política com Bagdad

Logótipo de O Jogo O Jogo 18/10/2017 Administrator

As eleições presidenciais e legislativas previstas para 01 de novembro no Curdistão iraquiano foram adiadas devido à crise com o poder central em Bagdad, anunciou hoje a comissão eleitoral da região autónoma.

"A Alta comissão independente decidiu suspender temporariamente os preparativos para a organização das eleições devido à atual situação", refere em comunicado.

O organismo revela que não foi apresentada qualquer candidatura para a presidência do Curdistão no prazo previsto. "Cabe ao parlamento do Curdistão decidir uma nova data para as eleições", precisa o texto.

Mohammad Toufic Rahim, conhecido opositor do presidente Massoud Barzani, foi o único candidato a apresentar a sua candidatura, mas a comissão considerou que a iniciativa chegou com dois dias de atraso, não podendo ser validada.

O atual presidente Massoud Barzani já afirmou por diversas vezes que não se vai recandidatar.

Na terça-feira, o primeiro-ministro iraquiano, Haider al-Abadi, disse que o referendo de independência do Curdistão "terminou e a partir de agora faz parte do passado" à semelhança "do seu resultado". Em paralelo, reacenderam-se as divergências entre as duas fações curdas locais, que estão a paralisar as instituições autónomas.

Abadi fez do abandono do resultado desta consulta uma condição prévia para a abertura de um diálogo com a região autónoma do Curdistão iraquiano, antes de desencadear no domingo operações militares para restaurar a autoridade do poder central nas zonas em disputa no país.

Em 25 de setembro, as autoridades curdas com ligações ao Partido Democrático do Curdistão (PDK) de Barzani organizaram um referendo sobre a independência à revelia de um novo do parlamento central, que considerou a iniciativa contrária à Constituição. Sem surpresa, o "sim" venceu com 92% dos votos.

Forças iraquianas assumiram na segunda-feira o controlo da sede do governo de Kirkuk, no norte do Iraque, e começaram a içar a bandeira iraquiana nos edifícios estatais daquela província disputada.

Estas movimentações acontecem depois das tropas conjuntas iraquianas terem avançado na noite de domingo com uma ofensiva para "impor a segurança" em Kirkuk, zona administrada pelos curdos desde 2014.

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