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Eleitores de Trump continuam do lado do Presidente dos EUA, seis meses depois

Logótipo de O Jogo O Jogo 18/07/2017 Administrator

A grande maioria dos eleitores que escolheram Donald Trump nas últimas eleições presidenciais dos EUA continuam a defender a sua escolha, passados seis meses da posse do republicano, segundo apoiantes ouvidos pela Lusa.

"Votei em Donald Trump e estou contente com essa escolha. Não conheço ninguém que tenha votado nele e que esteja arrependido", disse à Lusa o empresário António Frias, dono de uma das maiores empresas de construção de Massachusetts.

As palavras do luso-americano, apoiante de Trump, refletem aquilo que dizem as sondagens: um estudo de opinião da revista "The Economist" e do site "YouGov", publicado na semana passada, mostra que 58 por cento das pessoas que votaram em Trump aprovam "muito fortemente" a sua atuação e 30 por cento aprovam "de forma geral" as ações de republicano, um total de quase 90 por cento de aprovação junto dos seus eleitores.

Francisco Semião, que integrou a Coligação Nacional para a Diversidade da campanha de Trump, diz que está "desapontado porque Trump não consegue implementar a sua agenda", mas que voltaria a fazer a mesma escolha.

"Continuo a achar que foi uma melhor escolha do que Clinton. Ela teria levado este país na direção de uma nação socialista, o que não seria bom para os EUA", explica o luso-americano.

António Frias diz que Trump "reconhece que a força dos EUA está no setor privado" e que isso já se nota "na forma como começou a cortar nos regulamentos que impedem o investimento".

Por sua vez, Semião indica como pontos positivos destes seis meses a nomeação, e confirmação, de Neil Gorsuch para o Tribunal Supremo, uma escolha que agradou aos conservadores, e a redução no número de imigrantes ilegais que tentam entrar no país.

Apesar de manter o apoio da sua base, Donald Trump praticamente não tem avaliações positivas de democratas ou independentes.

Segundo as últimas sondagens, a sua taxa geral de aprovação é de 37 por cento, o valor mais baixo de sempre para um presidente dos EUA neste ponto do seu mandato.

"Acho que isso se deve aos media e aos democratas", explica Frias, dizendo que o partido de Hillary Clinton "ainda não percebeu que as eleições acabaram, que eles perderam, e que os republicanos estão agora no poder".

"Trump decidiu fazer esta guerra malsucedida com os media, que são muito enviesados e querem que Trump pareça mal em frente ao publico americano e no estrangeiro", concorda Francisco Semião.

O ativista e o empresário concordam, no entanto, que, com controlo da Casa Branca, das duas câmaras do Congresso e após oito anos na oposição, os republicanos já deviam ter conseguido cumprir uma das suas grandes promessas: repelir a reforma de saúde de Barack Obama e aprovar uma nova.

"A Casa Branca aponta uma grande lista de conquistas, mas pelo meu envolvimento na campanha sei que a reforma de saúde e a reforma fiscal eram os dois grandes temas e estou preocupado que não aconteçam este ano", diz Semião, explicando que "esperava que [Trump] fosse mais eficiente devido ao seu passado como empresário e objetivo de drenar o pântano de Washington".

António Frias acredita que "no partido republicano existem algumas pessoas que querem chamar a atenção para si" e que "o estão a fazer à custa do partido e de cumprir uma promessa de campanha."

Isso é evidente, segundo o empresário, nos dois adiamentos que a votação da reforma de saúde já teve no Senado e na dificuldade que teve em passar na Câmara dos Representantes.

"A saúde está a ser difícil, mas já sabíamos que seria assim. Continuo a acreditar que vai acontecer em breve e, depois disso, virá a reforma fiscal, ainda antes do final do ano. Há congressistas e senadores que vão a votos em 2018 e eles sabem que precisam do apoio do presidente", conclui António Frias.

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