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Embaixador guineense não quer "contraditar" MNE português no caso RTP/RDP África

Logótipo de O Jogo O Jogo 04/07/2017 Administrator

O embaixador guineense em Lisboa afirmou hoje que não quer contraditar o ministro dos Negócios Estrangeiros português, Augusto Santos Silva, no "incidente" ligado à suspensão das atividades e emissões dos canais África da RTP/RDP na Guiné-Bissau.

Helder Vaz Lopes escusou-se, desta forma, a avançar mais pormenores sobre o que qualificou como "pequeno incidente" entre os governos guineense e português, relacionado com a decisão de Bissau em suspender as emissões da RTPÁfrica e RDPÁfrica que alegando a caducidade do protocolo assinado a 31 de outubro de 1997.

O diplomata guineense não quis gravar quaisquer declarações, alegando que a Guiné-Bissau tem uma "agenda construtiva" nas relações bilaterais com Portugal e que pretende resolver um "pequeno problema, um acidente de percurso" que, assegurou, "não afeta nem afetará" as relações entre os dois Estados.

Mais do que isso, acrescentou, o Governo da Guiné-Bissau pretende "ampliar" as relações de cooperação na área da comunicação social, quer pública quer privada", insistindo ainda na ideia de que "não passa pela cabeça" do executivo guineense "criar obstáculos" à liberdade de expressão ou de opinião.

O diplomata guineense aludia a declarações de Santos Silva, que, conhecida a decisão de Bissau, a 30 de junho, indicou tratar-se de "um atentado à liberdade de expressão e à liberdade de imprensa", lamentando-a e considerando ainda que "este tipo de ultimatos é inaceitável".

Helder Vaz falava aos jornalistas da agência Lusa e da RDPÁfrica numa pausa dos trabalhos de um debate intitulado "Os Desafios da Comunidade Guineense em Portugal", organizado pelo Grupo Parlamentar de Amizade Portugal/Guiné-Bissau, que decorre na Assembleia da República em Lisboa.

Na abertura do debate, que contou com a presença da secretária de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação portuguesa, Teresa Ribeiro, o diplomata guineense criticou a "falta de responsabilização" que disse existir nos canais África da RTP/RDP, suspensas na Guiné-Bissau desde 01 deste mês.

"Há pessoas que os têm usado para fazer luta partidária, que usam os canais públicos portugueses para fazerem programas partidários", afirmou Helder Vaz, que criticou os "excessos de linguagem" nas críticas contra o Governo guineense.

"Queremos que se distinga entre a atividade política e a atividade jornalística", afirmou Helder Vaz, que tinha também na plateia representantes de cerca de dezena e meia de associações e instituições guineenses da diáspora.

"Já se sabem as posições dos dois lados e a mim cabe-me fazer pontes. E é isso que tenho estado a tentar fazer", sublinhou Helder Vaz, que não adiantou mais pormenores.

Na sua intervenção, Teresa Ribeiro escusou-se a comentar as palavras de Hélder Vaz, alegando que o Governo português "já clarificou a sua posição em várias ocasiões", optando por lembrar que Portugal "é sempre aliado" da Guiné-Bissau em todos os fóruns internacionais, realçando o caso da União Europeia (UE).

"Quero deixar aqui uma mensagem de comunhão de laços que nada pode separar", afirmou a governante portuguesa que, também numa pausa dos trabalhos, garantiu à Lusa e à RDPÁfrica que este "incidente" em nada vai afetar as relações entre os dois países.

A 30 de junho, o ministro da Comunicação Social guineense, Vítor Pereira, anunciou a suspensão das emissões dos canais África da RTP e RDP e da agência Lusa a partir das 00:00 de 01 deste mês, alegando a caducidade do protocolo assinado a 31 de outubro de 1997.

Vítor Pereira, porém, acabaria por excluir, no mesmo dia, a agência noticiosa portuguesa da suspensão das atividades.

Já a 01 deste mês, o ministro da Comunicação Social guineense convocou nova conferência de imprensa, em que justificou que a decisão de suspensão das atividades da rádio e televisão pública de Portugal no país "não é uma questão política, mas apenas técnica".

A Guiné-Bissau tem vivido uma situação de crise institucional desde as últimas eleições, com um afastamento entre o partido vencedor das legislativas e o Presidente da República, também eleito.

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