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Embaixadora dos EUA diz que China "sabe que deve atuar" sobre Coreia do Norte

Logótipo de O Jogo O Jogo 30/07/2017 Administrator

A embaixadora dos Estados Unidos nas Nações Unidas, Nikki Haley, defendeu hoje que a China "sabe que deve atuar" na procura de uma solução para a crise com a Coreia do Norte, um "problema" que "não é apenas norte-americano".

Haley assumiu esta posição na sua conta no Twitter depois de os Estados Unidos terem realizado hoje uma prova do seu sistema anti-mísseis THAAD no Alasca, dois dias depois do lançamento pela Coreia do Norte de um míssil intercontinental.

"Já chega de falar sobre a Coreia do Norte. A China sabe que deve atuar. O Japão e a Coreia do sul devem aumentar a pressão. Não é apenas um problema norte-americano. Exigirá uma solução internacional", considerou a diplomata.

Num comunicado divulgado pouco depois, Haley insistiu que a China "deve decidir se finalmente quer dar este passo vital", porque "o tempo de falar acabou".

"O perigo que o regime norte-coreano representa para a paz internacional é claro para todos agora", sustentou.

Haley informou que os Estados Unidos não pretendem convocar uma sessão de emergência do Conselho de Segurança da ONU para esta segunda-feira, como tem acontecido nas Nações Unidas após os mais recentes testes com armas de Pyongyang.

O Conselho de Segurança é composto pelos EUA, China, França, Rússia e Reino Unido.

"Não faz sentido realizar uma sessão de emergência se não houver nenhuma consequência", considerou, comentando que a Coreia do Norte "já está sujeita a inúmeras resoluções do Conselho de Segurança, que viola com impunidade, e que não são respeitadas por todos os Estados-membros da ONU".

Assim, uma resolução "adicional" que não incremente "significativamente" a pressão internacional sobre Pyongyang "não tem qualquer valor".

"De facto, é pior que nada, porque envia uma mensagem ao ditador norte-coreano de que a comunidade internacional não quer desafiá-lo seriamente", adiantou.

As mensagens da embaixadora seguem a mesma linha que a posição assumida este sábado pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, na mesma rede social, onde recriminou a China por não fazer "nada" para solucionar a situação na Coreia do Norte.

"Estou muito dececionado com a China. Os nossos ingénuos líderes anteriores permitiram-lhes fazer centenas de milhares de milhões de dólares por ano em comércio e, no entanto, não fazem nada por nós com a Coreia do Norte", criticou o Presidente norte-americano.

"Não permitiremos mais que isto continue. A China poderia facilmente resolver este problema", disse.

Na quinta-feira, o Congresso dos Estados Unidos deu luz verde a um conjunto de sanções contra a Coreia do Norte, Irão e Rússia, que estão a aguardar a assinatura de Trump, segundo adiantou na sexta-feira a Casa Branca.

Na terça-feira, Haley tinha assinalado que se estavam a fazer progressos nas negociações entre Estados Unidos e a China para endurecer as sanções da ONU contra a Coreia do Norte, apesar de não ter concretizado quais eram esses avanços.

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