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Embaixadora dos EUA em Angola pede mais orçamento para aquisição de medicamentos

Logótipo de O Jogo O Jogo 23/10/2017 Administrator

A embaixadora dos Estados Unidos da América em Angola defendeu hoje a necessidade de o Governo angolano alocar mais Orçamento para a aquisição de medicamentos, um problema que deve ser resolvido ao mais alto nível.

Helen La Lime discursava hoje na abertura do seminário sobre Desenvolvimento de Sistemas de Informação de Gestão da Saúde, que conta com o financiamento de cerca de 2,8 milhões de dólares (2,3 milhões de euros) do Governo norte-americano.

A diplomata norte-americana exemplificou que, em 2015, Angola não tinha fundos para a compra de antimaláricos e que, no mesmo ano, o país viveu uma epidemia de malária, um problema que deve ser resolvido ao nível mais alto, "para que nunca mais volte a acontecer".

Para Helen La Lime, o novo Governo angolano está empenhado em resolver este problema, tendo a diplomata acrescentado que foi renovado o compromisso da administração norte-americana, "para estar de mãos dadas com Angola, para contribuir a melhorar os serviços de saúde".

A embaixadora norte-americana acrescentou que entre 2015 e o ano em curso, o Governo norte-americano capacitou 300 técnicos de saúde na área de gestão farmacêutica em todo o país, que poderão dar avanço ao projeto.

A possibilidade de ter acesso à informação de saúde e logística em tempo real vai também permitir à Central de Compras de Medicamentos e Equipamentos de Angola (CECOMA) e às autoridades provinciais e municipais ajustar rapidamente o nível de armazenamento dos medicamentos e equipamentos de saúde em todo o país, considerou a embaixadora.

Helen La Lime referiu que, com este passo, o Ministério da Saúde junta-se aos mais de 50 outros países que já usam este sistema para melhorar a qualidade e a precisão dos seus dados.

Contudo, vincou que Angola "precisa fazer mais para assegurar que todos os cidadãos tenham acesso a tratamentos de qualidade em tempo real".

O seminário que hoje arrancou vai permitir a transição para um sistema eletrónico, através de dois aplicativos informáticos, de monitoria e avaliação de serviços e produtos de saúde.

Nos próximos três dias, será elaborado um roteiro para a implementação de dois sistemas eletrónicos de informação - um que controla a cadeia de abastecimento para aquisição e distribuição dos medicamentos do país e outro que faz a gestão da informação sobre a incidência da doença em Angola.

"A implementação destes dois sistemas informáticos vai providenciar ao Ministério da Saúde uma melhor ferramenta para planear, monitorar e elaborar estratégias de saúde, baseadas nos dados, porque compreenderão melhor a incidência das doenças em diferentes regiões e a quantidades de medicamentos necessários para tratar os pacientes", considerou Helen La Lime.

Se em 2016 Angola tivesse já este tipo de sistema, o Ministério da Saúde poderia ter respondido mais rapidamente ao pico de malária e febre-amarela, o que poderá ser feito no futuro quando todas as unidades sanitárias estiverem munidas dessa ferramenta, enfatizou a embaixadora.

"As unidades sanitárias poderão identificar e responder aos surtos de doenças tanto a nível provincial como nacional. Angola, finalmente, pode esperar ter resultados reais na luta contra a malária, tuberculose e muitas outras doenças, que afligem o país", referiu.

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