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Empresários dos EUA apelam a Trump para que não deporte jovens sem documentos

Logótipo de O Jogo O Jogo 01/09/2017 Administrator

Mais de 350 empresários e o líder da maioria republicana no Congresso norte-americano apelaram hoje ao Presidente Trump para que mantenha um programa do seu antecessor, Barack Obama, destinado a impedir a deportação de jovens sem documentos.

A petição para manter o programa DACA (Ação Diferida para Jovens Indocumentados) foi promovida através de uma carta aberta do fundador da rede social Facebook, Mark Zuckerberg, e subscrita por 359 empresários e empreendedores das principais empresas dos Estados Unidos.

Os empresários consideram que a postura da atual administração Trump face à imigração ilegal pôe em perigo este programa criado há cinco anos por Obama.

"Todos os beneficiários do programa DACA cresceram nos Estados Unidos, registaram-se junto da Administração, submeteram-se a exaustivos exames de antecedentes e estão a trazer valor, de forma diligente, às nossas comunidades, pagando impostos sobre as suas receitas", defende a carta, numa referência às cerca de 800 mil pessoas incluídas no programa.

Entre os signatários contam-se nomes sonantes como o fundador da Amazon, Jeff Bezos; o administrador-delegado da Apple, Tim Cook; o presidente da Best Buy, Hubert Joly; e o presidente da Microsoft, Brad Smith, bem como os representantes de cinco câmaras de comércio hispânicos do país.

Muitas empresas que constam na lista de assinaturas do documento incluem nos seus quadros funcionários que chegaram aos Estados Unidos de forma ilegal em criança e que, graças ao DACA, conseguiram regularizar a sua situação e entrar no mercado laboral do país. Estas crianças são conhecidas nos Estados Unidos como "dreamers" (ou sonhadores).

"Os sonhadores são vitais para o futuro das nossas empresas e da nossa economia", realça o texto.

O grupo de empresários, que se definem como "líderes da indústria americana", indicam que pelo menos 72% das 25 principais empresas na lista Fortune 500 (as 500 maiores empresas nos EUA) contam com empregados que fizeram parte do programa.

Por isso mesmo, salientam que a eventual deportação desta força de trabalho resultaria em perdas de centenas de milhões de dólares do Produto Interno Bruto (PIB) do país.

A carta surge depois de vários meios de comunicação terem noticiado que Trump já decidiu acabar com o DACA. No entanto, um porta-voz do Departamento de Segurança Nacional (DHS) declarou na quinta-feira à agência EFE que o governo norte-americano continua "a rever o DACA", mas que ainda não tomou uma decisão final.

Durante a campanha eleitoral, Trump chegou a considerar que o programa DACA era inconstitucional.

Por outro lado, o presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, o republicano Paul Ryan, também pediu a Trump que mantenha o DACA. Confrontado, em entrevista, com a possibilidade de o Presidente vir a acabar com o programa, Ryan respondeu: "Não creio que deva fazer isso, isto é algo que o Congresso precisa de resolver".

"Esta gente está no limbo, são crianças que não conhecem outro país. Os pais trouxeram-nos para cá e eles não conhecem outro lar. Realmente acredito que deve haver uma solução legislativa. É nisso que estamos a trabalhar", disse Ryan, o líder dos republicanos no Congresso.

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