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Empresários florestais questionam a utilização das verbas do PDR 2020

Logótipo de O Jogo O Jogo 08/08/2017 Administrator

As empresas florestais questionaram hoje os critérios de utilização das verbas do Plano de Desenvolvimento Rural, realçando que só foi atribuído 16,5% do total, mas "quando o fogo chega a culpa é do produtor".

"O pouco que já foi atribuído dos fundos comunitários tem seguido critérios no mínimo duvidosos, privilegiando projetos atribuídos a organizações de produtores, quando muitos deles são de produtores individuais que, apenas por fazerem parte das organizações, têm direito a mais pontuação do que os outros beneficiários", salienta um comunicado hoje divulgado.

A Associação Nacional de Empresas Florestais, Agrícolas e do Ambiente (ANEFA) aponta que, quando "se questiona o problema da gestão profissional da floresta, importa dar a conhecer o que se passa com a atribuição dos fundos comunitários destinados ao investimento florestal".

E cita dados oficiais para avançar que o montante previsto para a área florestal no atual quadro comunitário, iniciado em 2014, era de 569.650.903 euros e, até julho, "estão atribuídos (não contratados nem executados) 93.939.649,18 de euros, ou seja, cerca de 16,5% do montante destinado ao setor, apesar dos inúmeros projetos entregues mas não contemplados".

O Plano de Desenvolvimento Rural (PDR2020), no setor florestal, "além de ter uma baixíssima taxa de execução, acaba por ter uma execução enviesada, face aos critérios que utiliza para seleção dos projetos", critica a ANEFA.

"Mas, depois quando o fogo chega, a culpa é do produtor e das empresas do setor que não fazem uma gestão profissional da floresta", realçam os empresários.

Quando a aplicação do Quadro Comunitário está sensivelmente a meio, os empresários vêm perguntar "que importância tem o investimento florestal para os sucessivos governos" e de que serve uma reforma florestal se não permitir um acesso mais fácil e rápido aos produtores florestais para que possam melhorar a gestão das suas florestas.

"Estamos a ir ao encontro de algo inconstitucional, privilegiando cidadãos em detrimento de outros", salienta a ANEFA e defende que, se a questão da atribuição se relaciona com as verbas disponíveis, "então reduza-se o montante subsidiado do investimento, no que ao apoio diz respeito, e limite-se o [seu] montante máximo".

Assim, "dará para um maior número de projetos e abrangerá certamente zonas mais necessitadas", conclui a associação.

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