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Empresários portugueses garantem que aposta em Angola é para continuar

Logótipo de O Jogo O Jogo 27/07/2017 Administrator

A comitiva portuguesa volta este ano a ser a mais representativa da Feira Internacional de Luanda (FILDA), a maior feira multissetorial de Angola, com os empresários a garantirem que mesmo com a crise a aposta angolana é para manter.

À procura de consolidar a presença em Angola com novas oportunidade de negócio, a J. Dinis & Filhos, uma empresa que a partir de Viana do Castelo produz todo o tipo de rebuçados e pastilhas elásticas, estreia-se na FILDA.

Segundo Álvaro Castro, gestor de exportação da empresa, que opera com a denominação "Drops Nazaré", Angola representa apenas 5% da faturação global, com até 200.000 euros anuais.

É também o principal mercado de exportação da J. Dinis & Filhos, com os rebuçados já à venda nas grandes superfícies: "Houve um período, há cerca de dois anos, em que sentimos a quebra. Mas no ano passado já sentimos a retoma e as coisas têm vindo gradualmente a crescer, ao nível dos negócios. O mercado angolano vai continuar a ser uma aposta".

Portugal faz-se representar na 33.ª edição da FILDA, que decorre até 30 de julho na marginal de Luanda, com cerca de 20 empresas, num total de presença, na feira, de 238 expositores, dos quais 70% angolanos.

Distribuída por cinco tendas, em 12.000 metros quadrados de exposição, esta edição da FILDA - cancelada em 2016 - conta ainda com expositores do Brasil, Suécia, África do Sul, Zâmbia, China e Índia.

A comitiva portuguesa volta a ser em 2017 a maior representação estrangeira, apesar de, pela conjuntura económica, a FILDA estar agora resumida a cerca de 20% da dimensão dos anos anteriores, que chegavam a 1.000 expositores, uma centena das quais de Portugal.

Também à procura de negócios em Angola, pela primeira vez diretamente na FILDA, está a Litografia Coimbra. A completar 80 anos de atividade, a empresa portuguesa, através de um cliente em Portugal, já produz embalagens para pizzas de uma rede de hipermercados em Angola e com a presença na feira de Luanda estreia o processo de internacionalização, que além de Angola pretende chegar a Moçambique.

"Apesar da crise, existem alguns nichos que achamos que podemos aproveitar. Há grandes potencialidades de virmos a trabalhar para Angola", explicou à Lusa Pedro Duarte do departamento comercial da Litografia Coimbra.

O objetivo é vender para Angola embalagens, em papel, para produtos alimentares, face aos ténues sinais de recuperação económica: "Acreditamos, daí a nossa presença aqui".

Um ânimo que também toma conta de José Sá, sócio-gerente da JMS, sede na Trofa, empresa que produz e comercializa equipamentos para trabalhar e transformar a madeira.

No mercado angolano desde 2006, já vendeu e instalou equipamentos e máquinas em províncias como Luanda, Bengo, Cabinda, Benguela e Lunda Sul, apesar das dificuldades de quem compra em arranjar divisas para garantir a importação, de Portugal, devido à crise angolana.

"O país pode estar a passar alguma dificuldade, mas por outro lado sabemos que vai ultrapassar este momento. É um país que tem tanta matéria-prima para transformar, a nossa empresa tem de estar neste mercado", apontou José Sá.

Com as vendas para Angola a rondarem os 30% da faturação total, que é de cerca de 1,5 milhões de euros anuais, a JMS admite que a nova legislação angolana, proibindo o transporte de madeira em toros, obrigando à transformação em cada província, é uma renovada oportunidade.

"Estamos em Angola e nem se pense de outra forma. Vamos continuar presentes, se as coisas correrem melhor, com isto das divisas, contamos até abrir, num futuro próximo, uma unidade cá em Angola", acrescenta o sócio-gerente da JMS.

No stand ao lado, Rodolfo Oliveira, do departamento comercial da Silvino Lindo - Ibérica, recorda que, mesmo com a crise, Angola representa para aquela empresa de Paredes uma faturação anual de um milhão de euros, em máquinas e equipamentos de apoio às atividades ligadas à madeira, cortiça e têxtil.

Apesar dos "atrasos" que afetam todas as empresas, na altura de receber o pagamento das aquisições, por falta de divisas, garante que a aposta angolana é para manter, daí o regresso com a FILDA.

"Vimos para cá porque somos contactados e temos um nome. E Angola será sempre um mercado importante, em franco desenvolvimento", assume.

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