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Enfermeiros/Greve: Catarina Martins quer "passos claros" do Governo e rejeita restrições na saúde

Logótipo de O Jogo O Jogo 15/09/2017 Administrator

A coordenadora do BE, Catarina Martins, defendeu hoje que o ministro da Saúde "deve dar passos claros rapidamente" para repor a normalidade na questão dos enfermeiros, avisando que "fazer restrições na saúde pública é o pior passo para a economia".

À margem de uma ação de pré-campanha para as eleições autárquicas no mercado de Vila Franca de Xira, distrito de Lisboa, Catarina Martins foi questionada sobre a convocação de uma greve pelo Sindicato dos Enfermeiros Portugueses para 03, 04 e 05 de outubro, depois da paralisação de cinco dias que hoje termina convocada por outros dois sindicatos de enfermagem.

"Estamos muito preocupados com a situação. Hoje mesmo vamos reunir com o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses", adiantou, acrescentando que o "ministro da Saúde deve dar passos claros rapidamente para que se restabeleça uma situação de normalidade no Serviço Nacional de Saúde".

Sobre as declarações do ministro das Finanças, Mário Centeno, que hoje disse entender as reivindicações dos enfermeiros mas lembrou que o país vive com restrições orçamentais, a líder do BE foi perentória ao afirmar que Portugal "vive com escolhas" e deixou um aviso: "fazer restrições na saúde pública das pessoas é o pior passo para a economia".

"É preciso compreender que nós precisamos de um Serviço Nacional de Saúde que funcione. Não há nenhum país cuja economia possa funcionar, que tenha uma população saudável, que cumpra requisitos de saúde pública se não tiver um Serviço Nacional de Saúde a funcionar", observou, pedindo por isso um serviço capaz.

Neste braço-de-ferro entre Governo e enfermeiros, Catarina Martins considerou ser "essencial que se chegue a uma solução negociada que respeite os direitos dos enfermeiros e das enfermeiras", recordando que "o que está a acontecer com os enfermeiros não tem paralelo em mais nenhuma profissão".

"O que nós queremos é não só que o Serviço Nacional de Saúde funcione da melhor forma, mas também que os dois mil enfermeiros que faltam possam ser contratados, possam voltar ao país - tantos que foram embora - e essa devia ser a maior preocupação do Governo", concluiu.

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